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São Paulo - SP

Capital São Paulo - SP                     
Area (Km²)   248.209.426
Números de Municípios 645
População estimada em 2010 41.252.160

 

 
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Americana - SP

Americana - SP                                  São Paulo - SP                                  
População 210.701
Americana é um município brasileiro do estado de São Paulo e microrregião de Campinas,

fundado em 27 de agosto de 1875. Seu nome se dá em virtude da vila que surgiu ao redor de uma estação de trem que na época servia ao município vizinho de Santa Bárbara.

Foi povoada majoritariamente por luso-brasileiros, escravizados afro-brasileiros, norte-americanos e mais tarde tambem por italianos, cujos descendentes, italo-brasileiros, chegaram a formar o maior grupo etnico. Houve uma razoável imigração de norte-americanos àquela região, que tornou a região famosa por estes. Quando chegou a estrada de ferro a estação foi chamada de "Villa dos Americanos", tamanho o destaque dos norte-americanos. A cidade foi chamada também de "Villa dos Americanos", mais tarde "Villa Americana" e finalmente "Americana".

A cidade destaca-se por sua qualidade de vida, sendo a 19º colocada em IDH do estado de São Paulo, e a 59º do Brasil, além de ser a cidade com a menor taxa de mortalidade infantil do estado de São Paulo e a cidade com menor taxa de homicídios da Região Metropolitana de Campinas, embora o número de homicídios dolosos em 2009 tenha aumentado cerca de 60%, conforme dados da SSP/SP. É hoje um importante foco de investimento nacional e internacional. Com mão-de-obra qualificada em diversos setores, o município destaca-se como um dos principais pólos fabricantes de tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas da América Latina. Recentemente, a Prefeitura de Campinas denunciou que Americana estaria "exportando" mendigos, pagando passagens de ônibus para que os mesmos deixassem a cidade.

História

Séculos XVIII e XIX

    Primeiras ocupações

Os primeiros registros sobre a ocupação do território de Americana datam do final do século XVIII quando Domingos da Costa Machado I adquiriu uma sesmaria da coroa entre os municípios de Vila de São Carlos (atual Campinas) e Vila Nova da Constituição (atual Piracicaba e posteriormente Santa Bárbara d'Oeste). Nesta região foram formadas várias fazendas e pequenas propriedades rurais, sendo as principais delas a Fazenda Salto Grande, a Machadinho e a Palmeiras. Em 1866, as terras da região começaram a ser efetivamente povoadas por imigrantes norte-americanos sulistas, que após o fim da Guerra Civil Americana se refugiaram na região. O primeiro a chegar foi o advogado e ex-senador pelo estado do Alabama Cel. William Hutchinson Norris, que se instalou em terras próximo a casa sede da Fazenda Machadinho e do Ribeirão Quilombo. Em 1867 o resto de sua família chega ao Brasil acompanhado de dezenas de outras famílias de confederados, que aqui se instalaram para refazerem suas vidas como agricultores. Estas famílias se instalaram em vários pontos da região da Vila de Santa Bárbara, trazendo novas técnicas de cultivo, como o arado e o trole, e também a espécie de melancia conhecida como "Cascavel da Geórgia".

Surge a vila

O surgimento da vila que originou Americana é controverso, mas pode-se enumerar uma série de fatores que contribuíram para seu surgimento. O principal deles, sem dúvida foram as obras de prolongamento da linha tronco da Cia. Paulista e a construção da Estação de Santa Bárbara. Foi decidido que a estação seria construída defronte com a casa-sede da Fazenda Machadinho, de propriedade de Basílio Bueno Rangel. Com isso, a região começou a receber intensa movimentação dos funcionários da Cia. Paulista, e dos sitiantes da região, que aproveitavam a movimentação para venderem seus produtos. Alguns confederados inclusive ajudaram trabalhando na colocação dos dormentes do trilho. Foram formadas, então, as primeiras moradias temporárias dos funcionários da Cia. Paulista. A Estação é finalmente inaugurada em 27 de agosto de 1875, com a presença de S.M.I. Dom Pedro II e também do Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel.

Nesta mesma época, o Cap. Inácio Correia Pacheco, outro proprietário da Fazenda Machadinho, loteia parte de suas terras, onde aos poucos surge a pequena vila ao redor da estação. Com a construção da Estação de Santa Bárbara, pretendia-se facilitar o escoamento da produção das fazendas da região até o porto de santos. A estação foi batizada com este nome, porque estava em terras da Vila de Santa Bárbara, que embora distante 10 quilômetros, não possuía uma estação em sua vila. A divisa entre os municípios de Santa Bárbara e Campinas era o Ribeirão Quilombo, sendo as terras além dele pertencente a Campinas, e as aquém pertencentes a Santa Bárbara.

Também em 1875 é fundada pelo confederado Willian Ralston associado aos irmãos fazendeiros Antonio e Augusto de Souza Queiroz, a futura Tecelagem Carioba. Em 8 de outubro de 1887, chegou ao Brasil Joaquim Boer, chefiando uma grande comitiva de imigrantes italianos, que passou a residir na Fazenda Salto Grande, que na época era de propriedade de Francisco de Campos Andrade. Em 1884, a Tecelagem Carioba é adquirida pelos irmãos ingleses Clement e George Willmot, que a ampliaram, fazendo algumas melhorias, e iniciaram a construção da Vila Operária. Também foram eles que em 1889, a batizaram como Fábrica de Tecidos Carioba, palavra que em tupi significa "pano branco". Após a abolição da escravatura, em 1888 os irmãos ingleses, que também eram proprietários da Fazenda Salto Grande, ficaram endividados com o Banco do Brasil, e acabaram falindo em 1896, passando a fábrica por um hiato de cinco anos.

Foi neste mesmo ano, que os italianos construíram a primeira capela da Igreja Católica nas terras da Fazenda Salto Grande em meados de 1896, quando foi rezado uma missa em homenagem a Santo Antônio, que posteriormente tornou-se padroeiro da cidade.

Século XX

A Vila dos Americanos

A pequena vila formada ao redor da estação não tinha um nome oficial. Este fato gerou um grande problema para os moradores da vila, que tinham dificuldades para se corresponderem. As cartas eram destinadas a "Vila da Estação de Santa Bárbara", mas eram entregues na "Vila de Santa Bárbara", e acabavam sendo perdidas, numa época em que este era o principal, senão o único meio de comunicação das pessoas. Em 1900, a Cia. Paulista decide mudar seu nome para Estação de "Villa Americana". Este nome foi escolhido por causa dos americanos confederados que moravam na vila. Logo a vila ficou conhecida pela consagração popular como "vila dos americanos" ou "vila americana". Em 1901, a falida Fábrica de Tecidos Carioba é arrematada em um leilão pelo Comendador alemão Franz Müller, em assossiação com seu irmão Hermann Theodor, e com o capitalista inglês Rawlinson.

O Comendador Müller muito encantado com a beleza natural do lugar onde a tecelagem estava instalada, resolve la se instalar com toda sua família em 1902. Na administração da Família Müller a fábrica cresceu e ganhou projeção nacional, tornando-se a célula-mãe do Parque Industrial de Americana. A Vila Operária de Carioba foi ampliada e recebeu toda a infraestrutura necessária aos funcionários da fabrica. Em 30 de julho de 1904, após anos de briga judicial entre os poderes executivos de Campinas e Santa Bárbara, sobre quem teria direito sobre o território da vila, o poder executivo estadual cria pela lei nº 916, o Distrito de Paz de Villa Americana, dentro do município de Campinas. Em 1906 o Secretário de Estado dos Estados Unidos Elihu Root em visita oficial ao Brasil, é informado da existência da Villa Americana, e mostrou interesse em conhecê-la. Depois de terminado todos os compromissos na volta de sua viagem, ele desembarcou na estação de Villa Americana e foi recebido com grande emoção por americanos e descendentes. Como a localidade ainda não tinha energia elétrica, as centenas de americanos que foram recebê-lo levavam tochas, que na noite escura, formavam uma visão impressionante. Root emocionou-se a ponto de chegar às lágrimas.

A emancipação

Após a elevação da vila à categoria de distrito, viu-se um rápido desenvolvimento. Criou-se o primeiro serviço policial, uma sub-prefeitura, a primeira iluminação pública feita com três lampiões de querosene trazidos da Alemanha e a criação da primeira escola oficial com o envio do Prof° Silvino José de Oliveira pelo estado. Todos estes feitos foram criando as condições necessárias para que seus moradores começassem a lutar pela sua emancipação. No ano de 1922, Villa Americana era um dos distritos de paz mais progressistas de Campinas, e tinha uma população de 4500 habitantes. Neste ano iniciou-se a luta política pela emancipação, encabeçada por Antonio Lobo e outros como o tenente Antas de Abreu, Cícero Jones e o próprio Hermann Müller. O trabalho destes e de tantos outros moradores da vila finalmente deu frutos. Em 12 de Novembro de 1924, foi criado o Município de Villa Americana, composto de dois distritos: o de Villa Americana e o de Nova Odessa que mais tarde dera origem ao município de Nova Odessa.

Revolução Constitucionalista

Na época do advento da ditadura varguista em 1930, Villa Americana vivia uma fase de profundo crescimento principalmente na indústria têxtil. Em 1932 durante a administração do prefeito Antonio Zanaga, eclode a Revolução Constitucionalista contra o regime vigente. Vários jovens de Villa Americana foram voluntários nesta guerra. Três deles, Jorge Jones, Fernando de Camargo e Aristeu Valente (este último de Nova Odessa; então parte de Americana) acabaram tombando em Monte Sião e hoje são considerados heróis em Americana e Nova Odessa.

Em 1938, ainda na gestão do prefeito Antonio Zanaga, a cidade, devido ao grande crescimento, abandona o nome de Villa e passa a se chamar apenas Americana. A década de 1930 foi o auge do desenvolvimento econômico de Americana, que passou a ser conhecida como a capital do Tecido Rayon. O progresso e o desenvolvimento acentuado na segunda metade do século XX provocou a criação da Comarca de Americana, durante a administração do prefeito Jorge Arbix em 31 de dezembro de 1953. Em 1959 na administração do prefeito Abrahim Abraham Nova Odessa é emancipada tornando-se um município autônomo de Americana.

Últimas décadas

As décadas de 1960 e 1970, foram marcadas pelo rápido desenvolvimento da cidade, fazendo com que muitas pessoas viessem a procura de emprego e moradia. Como o território do município é pequeno ele não comportou esse crescimento, e essas pessoas só tiveram a opção de se estabelecer na divisa entre os municípios de Santa Bárbara d'Oeste e Americana, gerando o fenômeno de conurbação no local e dando origem a região conhecida como Zona Leste de Santa Bárbara. Esse fenômeno ocorreu também pelo fato de que a maioria da população desconhecia onde terminava um município e começava outro. Isso se dava porque o limite dos municípios ainda não estava totalmente fixado. O problema foi resolvido e a divisa das cidades foi finalmente fixada, tendo como limite a avenida que corta a região, que recebeu o nome de Avenida da Amizade.

A década de 1990 foi marcada pela crise no setor têxtil, do qual a cidade sempre dependeu muito. A principal causa da crise foram as importações de tecidos de baixo custo, criando uma concorrência desleal com as tecelagens brasileiras. A crise só não foi pior porque a cidade já passava por um processo de diversificação da economia, processo que aumentou nos anos seguintes. Hoje, apesar de a indústria têxtil ainda ter presença marcante, a cidade se destaca em outros setores de produção, como metalúrgico, químico e alimentício; os serviços também crescem.

Relevo e solo

Com uma altitude média de 528,5 metros o território do município é levemente acidentado, sem elevações expressivas, apresentando as características da parte planáltica denominada depressão periférica paulista. O solo integra a região sedimentar paleozoica (massapé e terra roxa).

Hidrografia

A cidade está localizada na bacia do rio Piracicaba, que se forma em Americana, na junção dos rios Atibaia e Jaguari. O rio Atibaia forma a Represa de Salto Grande, onde se encontra a Usina Hidrelétrica de Salto Grande, em operação desde 1949 com três unidades geradoras. Há também inúmeros córregos e ribeirões, sendo o ribeirão Quilombo o principal deles.

Clima

O clima é tropical de altitude com inverno seco (Köppen: Cwa), com temperatura média mínima de 15°C e máxima de 26°C. O Verão é quente e úmido, com temperaturas entre 18 e 28°C, com picos de máxima de 35°C e mínimas podendo chegar a 14°C. A Primavera começa seca e termina úmida, sendo essa a estação mais oscilatória em questões de temperatura, sendo que podemos registrar mínimas em torno de 7°C e máximas que podem chegar em raros casos a 36°C. No Outono começa ligeiramente úmido e fica seco com o passar das semanas. Março e Abril podem registrar ainda picos de 30°C e mínimas superiores a 17°C, algo que fica mais raro com a proximidade de Maio, onde as máximas raramente superam os 26°C e as mínimas poucas vezes atingem os 13°C. No Outono podemos ter mínimas que chegam a 5°C em Maio e 2°C em Junho e máximas baixas, que às vezes são menores que 14°C, ou altas, principalmente no início da estação. O Inverno é seco, mas a entrada de frentes frias não são raras. As temperaturas máximas ficam em torno de 22-23°C em Junho e Julho, e chegam ao patamar de 25-26°C em Agosto e no início de Setembro, onde são comuns dias muito secos com grandes oscilações térmicas, onde a temperatura é de 10°C ao amanhecer e chega a 28-29°C durante a tarde. Mínimas chegam raramente a 1°C, mas acontecem e máximas podem chegar a mais de 30°C, principalmente no mês de Setembro. A menor temperatura já registrada em Americana foi de -2,6°C, em agosto de 1955 e a maior foi de 39,5°C, em novembro de 1985.

Religião

Igreja Católica Apostólica Romana: Desde o desmembramento da Arquidiocese de Campinas em 1976, a cidade passou a pertencer à diocese de Limeira. Americana tem uma tradição católica muito forte, dada a influência dos imigrantes italianos que ocuparam a região a partir de 1887. A primeira Igreja de Americana foi construída em meados de 1896, quando foi rezado uma missa em homenagem a Santo Antônio, que se tornou padroeiro da cidade. A cidade possui uma das maiores igrejas católicas construídas no estilo neoclássico do país, a Matriz Nova de Santo Antônio, que também é a maior igreja da diocese de Limeira.
Igrejas Protestantes e Evangélicas: A cidade possui os mais diversos credos protestantes, pentecostais e neopentecostais como a Igreja do Nazareno, a Igreja do Evangelho Quadrangular, a Igreja Apostólica Renascer em Cristo , a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Batista, a Igreja Assembléia de Deus, a Igreja Adventista do Sétimo Dia, a Igreja Adventista da promessa, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras. Embora em menor número, vê-se um crescimento significativo destas na cidade. Com os imigrantes norte-americanos vieram também suas tradições e costumes, incluindo a religião, sendo em sua maioria presbiterianos e batistas.

Economia

Americana é hoje um importante foco de investimento nacional e internacional. Com mão-de-obra qualificada em diversos setores, o município destaca-se como um dos principais pólos fabricantes de tecidos planos de fibras artificiais e sintéticas da América Latina. Americana é a 73ª cidade mais rica do Brasil e a 4ª mais rica da Região Metropolitana de Campinas, exibindo um PIB de R$ 5,2 bilhões em 2007.

No entanto, a cidade possui o perfil de "cidade-dormitório", uma vez que boa parcela da população trabalha na cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba, retornado para seus domicílios apenas no final do dia.

Jardim Botânico

Inaugurado em Outubro de 2007, o Jardim Botânico "Prefeito Carrol Meneghel" possui 85 mil metros quadrados e está situado em uma área anexa ao Parque Ecológico da cidade. Juntos, formam a maior área verde do município, com 210 mil metros quadrados.

A vegetação do Jardim Botânico foi inicialmente formada por 8,5 mil mudas de espécies arbóreas nativas e exóticas, das quais 7 mil foram plantadas pelo Supermercado Big como medida compensatória ao desmatamento ocorrido na ocasião da construção do estabelecimento comercial. Entre as espécies existentes no local, estão: cedro, dedaleiro, ipê-amarelo, ipê-roxo, mirimdiba, guapuruvu e paineira rosa. O córrego do parque, que se estende pela Avenida Brasil até o Ribeirão Quilombo, nasce dentro do Botânico. Esta nascente foi utilizada para a construção de um pequeno espelho d'água dentro do parque.

Além da vegetação, a área possui pista de caminhada, trilhas, bancos de concreto, parque infantil, sanitários, estação de ginástica, estufa de produção de mudas e viveiros. São dois quilômetros de rede de iluminação interna que possibilitam passeios noturnos, até as 21 horas.

Escolas técnicas e profissionalizantes

    Colégio Cezane
    Escola Técnica Estadual Polivalente de Americana (ETEPA)
    Colégio Politec
    Colégio Bandeirantes
    Colégio D. Pedro II
    Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI)
    Serviço Social da Indústria (SESI)
    Centro de Capacitação Profissional (CECAP)
    Colégio Salesiano Dom Bosco

    Colégio Antares
    Colegio Anglo Campinas - Unidade Americana!

Faculdades

    Faculdade de Americana (FAM)
    Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL)
    Faculdade de Tecnologia de Americana (FATEC Americana)
    Instituto de Ensino Superior de Americana (IESA)

Esporte

No futebol a cidade está representada pelo Rio Branco Esporte Clube fundado em 4 de Agosto de 1913. O Rio Branco disputava a série A do Campeonato Paulista desde 1992 e foi rebaixado em 2007. Em 2009, retornou para a Série A-1 do Campeonato Paulista, mas em 2010, novamente foi rebaixado. Seu estádio é o Décio Vitta que tem capacidade para 15 mil pessoas.

No dia 15 de outubro de 2010, foi anunciada a mudança do clube-empresa Guaratinguetá Futebol LTDA para a cidade, que contará à partir de 2011 com duas equipes de futebol. O clube passará a se chamar Americana Futebol Ltda., e terá como mascote a águia "Zá Merica".

Americana é a cidade do Nadador Paraolímpico Danilo Binda Glasser. Ganhador de duas medalhas de bronze nas Paraolimpíadas de Sydney 2000 e Atenas 2004. Recordista Mundial Paraolímpico dos 50 Livre em piscina curta na classe S10. Ganhador de 12 medalhas Pan-Americanas, sendo 9 de ouro, 1 de prata e 2 de bronze. Foi eleito pelo COB o melhor atleta paraolimpíco do Brasil em 2000.