Florianópolis - SC
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Capital Florianópolis - SC                             
Area (Km²)   95 346,181
Números de Municípios 293
População estimada em 2010       6,248,436

 

 
Botuverá 1 - SC Botuverá 2 - SC Botuverá 3 - SC Botuverá 4 - SC

Botuverá - SC

Botuverá - SC                                               Santa Catarina - SC                                  
População 4.468
Botuverá é um município brasileiro do estado de Santa Catarina.

Localiza-se a uma latitude 27º11'58" sul e a uma longitude 49º04'29" oeste, estando a uma altitude de 85 metros. Sua população estimada em 2004 era de 3 603 habitantes.

Possui uma área de 317,86 km².

Botuverá é conhecida nacionalmente por suas cavernas milenares e gigantescas. As cavernas são abertas para visitação, sempre acompanhadas de guias, onde os visitantes são orientados acerca da preservação das grutas. Com esse fim, existem áreas da caverna que não podem ser visitadas, por serem muito estreitas e baixas, podendo ser destruídas por descuido.

Este pequeno município foi colonizado por imigrantes italianos principalmente da região de Bergamo. E foi com os bergamascos que surgiu a "Festa Bergamasca", que mistura diversos tipos de apresentações folcloricas, de jazz, etc. A festa acontece no dia em que Botuverá foi declarada cidade( 9 de junho).

História

Começo de tudo

As guerras, as crises sociais e econômicas, provocaram a emigração de italianos, principalmente da região norte, para o Brasil. A miséria, o desemprego, a propaganda enganosa das agências de imigração, motivaram muitos italianos a deixarem sua pátria e partirem em busca de novas esperanças em novas terras.

Chegando ao Brasil, os imigrantes recebiam autorização para ocuparem as colônias. Os que chegaram ao Porto de Itajaí, os nossos primeiros imigrantes seguiram até Brusque e se alojaram em barracas e barracões na localidade, hoje, de Águas Claras. Em seguida, com o uso de canoas e balsas improvisadas, subiram o Rio Itajaí-Mirim e se fixaram nas terras que denominaram “Porto Franco”, hoje Botuverá.

Ao chegarem nesta região, iniciaram construção de seus novos lares e sítios. Deram início ao desbravamento das matas, deram os primeiros passos para agricultura, que se tornou o marco econômico da população botuveraense até os nossos dias.

Não há fontes seguras dos nomes dos primeiros imigrantes de Porto Franco. De acordo com informações dos mais antigos (descendentes diretos), foi possível confirmar que entre os pioneiros vieram as famílias, Bósio, Bonomini, Pedrini, Molinari, Tirloni, Aloni, Gianesini, Betinelli, Raimondi, Rampelotti, Dognini, Morelli, Tomio, Maestri e Comandolli, num total de trinta e três famílias.

Cada família procurou um local para se estabelecer, delimitou e formou ali sua propriedade. Outras levas de imigrantes vieram. Ocuparam outras localidades como Águas Negras, Ribeirão do Ouro, Lageado, estabelecidas no Vale do Itajaí-mirim.

Os primeiros imigrantes chegaram a Porto Franco em maio de 1876.

Economia

Histórico

No início dos anos 70 a economia do Município era ancorada pela produção do fumo e pela exploração da madeira, praticamente 100% (cem por cento) dos valores da economia do Município, eram gerados por estes dois setores da economia.

Nos anos 80 com a proibição da extração da madeira, o Município sofreu forte impacto na economia, que se manteve estagnada com tendência a piorar. Devido a falta de apoio e incentivos por parte do poder público, principalmente no âmbito Municipal, não se tinha muita expectativa de melhora.

No final dos anos 80 se iniciou uma implementação dos incentivos por parte do Poder Público Municipal, que se concretizou na década de 90, e continuou recebendo injeção de recursos públicos até o ano de 2001.

Neste período, os investimentos no desenvolvimento industrial através de incentivos econômicos e fiscais foram da ordem de US$ 150.000,00 (Cento e cinqüenta mil dólares), tendo como fonte, recursos próprios do orçamento do Município. Estes investimentos foram determinantes para a economia do Município, foram criados vários empregos diretos que absorveu toda a mão de obra ociosa, o PIB municipal baseado no valor adicionado do Município que era de R$ 4.000,000,00 no início dos anos 90, passou para 12.000.000,00 no ano de 2000, conquistando uma melhor posição no âmbito Estadual.

Com os incentivos do Poder Público Municipal, iniciou-se um processo de industrialização do Município, principalmente no setor têxtil(Indústria de fios de algodão-fiação), e que ainda hoje se encontra em franco desenvolvimento. Juntamente com esse incremento, também houve um crescimento bastante acentuado da indústria de mineração, principalmente na comercialização do calcário para corretivo de solo, e da industrialização da pedra calcária para fins comerciais. Com isso a base econômica do Município passou a ser a indústria, que representa hoje em torno de 65% do movimento econômico do Município.

Agricultura

A base econômica do município de Botuverá até o ínicio dos 90 sempre foi a agricultura. Desde os primeiros anos de sua fundação, com os primeiros colonizadores, a produção econômica da madeira e garimpo de ouro; agricultura comercial, voltada para a monocultura do fumo; e economia diversificada com base na agricultura comercial e na indústria, sempre foram a principal fonte de renda de nossa população.

Agricultura em Botuverá

Agricultura em Botuverá

Devido ao tamanho das propriedades rurais, média de 25 ha., o relevo acidentado que não permite o uso, em grande escala de máquinas agrícolas, Botuverá ainda desenvolve uma agricultura familiar com características de subsistência com o cultivo do milho, arroz sequeiro, aipim, batatas, cana-de-açucar e outros produtos. A maior fonte de renda dos agricultores está na comercialização do fumo, introduzido no município em 1940.

Outras Atividades da agricultura familiar: Agricultura em Botuverá

Com o objetivo de incrementar a renda familiar, as famílias agricultoras do Município, produzem vários produtos de modo artesanal, utilizando a matéria por eles produzidas.

Alguns dos produtos:

    Mel
    Melado
    Açucar
    Geléias
    Pães
    Derivados de Leite
    Embutidos de Suínos
    Conservas

Importante:

A partir dos anos 90 iniciou-se um processo de industrialização do Município, principalmente no setor têxtil, e que ainda hoje encontra-se em desenvolvimento. Com esta industrialização, e com o crescimento da produção da indústria de mineração, principalmente na comercialização do calcário para corretivo do solo, e da industrialização da pedra calcária para fins comerciais, a base econômica do Município passou a ser a Indústria, que representa hoje em torno de 65 % do movimento econômico do Município.

Geografia

A maior parte do território de Botuverá é montanhoso. Nestas montanhas localizam-se as verdes matas que representaram por muitos anos, a maior fonte de riquezas naturais com a extração da lenha e madeira de lei e outras qualidades extraídas pelo grande número de madereiras existentes no município.

A extração da madeira nativa pelas madereiras do Município e Região na década de 80 trouxeram como conseqüência um desmatamento muito significativo no município. Atualmente nestes locais mais acidentados, cresceu uma nova vegetação, muito densa, denominada capoeira, que está sendo substituída gradativamente pelo reflorestamento com eucaliptos ou pinus.

As madereiras deixaram de exercer suas atividades extraindo madeira nativa, obedecendo o plano de preservação ambiental, considerando que as matas do município estão incluídas ou pertencem à Mata Atlântica, transformada em área de preservação permanente, pelo Decreto Federal Nº 750/90. As poucas madereiras ainda em atividade no município buscam sua matéria prima, principalmente o pinus em outros municípios. Entretanto é importante ressaltar que o Município possui uma cobertura vegetal de 70% (setenta por cento) do total da área geográfica, local onde existe uma biodiversidade muito grande.

A área total do município apresenta a seguinte composição de relevo: 18,2% planícies, 50% encostas e 31,8% de montanhas e apresentando uma altitude de 85m.

As áreas planas ou menos acidentadas, nas quais se pratica a agropecuária, estão localizadas ao longo dos vales por onde correm o Rio Itajaí-Mirim e seus afluentes, tais como, Ribeirão Cristalina (ribeirão que faz divisa entre Botuverá e Guabiruba), Ribeirão do Sessenta, Ribeirão Porto Franco, Ribeirão da Gabiroba, Ribeirões do Lageado Alto e Baixo e Ribeirão do Ouro. A localidade de Cristalina, com uma área de 10,75 km², passou a pertencer, de acordo com a Lei Nº 10.024 de 26/12/95, ao Município de Brusque.

A localização do município de Botuverá determina um clima de características mesotérmicas, úmido com verões quentes e invernos frios e uma média de precipitações anuais de 1.800mm. Constata-se uma temperatura média de 20ºC e umidade relativa do ar de 80%.

Botuverá está interligado ao município de Brusque pela Rodovia Estadual SC 486 pavimentada, e aos municípios de Presidente Nereu (45 km) e Vidal Ramos (60 km) pela mesma rodovia, ainda não pavimentada. A distância média das principais cidades da região é a seguinte: Brusque – 22 km; Blumenau – 70 km; Itajaí – 55 km; Gaspar – 46 km e Florianópolis – 149 km.

Geografia Botuverá

O município de Botuverá foi dividido em localidades, Areia Alta, Vargem Grande, Ourinho, Barra da Areia, Ribeirão do Ouro, Lageado, Lageado Alto, Lageado Baixo, Gabiroba, Ribeirão Porto Franco, Águas Negras, Sessenta, Vargem Grande. Algumas comunidades maiores foram divididas em subcomunidades a saber: Caçador, Chapadão, Chapadão Figueira, Vargem Pequena, Agrião, Praia Vermelha, Vila Catorze, Salto de Águas Negras, Bracinho, Oito, Alto Pedras Grandes, Senci e Sete.

Turarismo e Lazer

Parques das Grutas

Atendimento: (47) 3359-1100

Horário de visitação: 8h às 17h horas (primavera e verão) 8h às 16h (outono e inverno) De Terça a Domingo (Segunda-feira: fechado para manutenção)

Horário especial de fim de ano:

Nos dias 24, 25, 26, 27 e 31 de Dezembro de 2010 e 01, 02 e 03 de Janeiro de 2011 o parque não estará aberto para visitação.

Fluxo de visitantes: - Grupos de 15 pessoas: período de percurso de 45 minutos - Capacidade diária de 13 grupos totalizando 195 pessoas/dia

Agendamento de excursões pelo telefone (47) 3359-1100

ATENÇÃO: Só é permitida a entrada nas cavernas se o visitante estiver utilizando tênis (preferencialmente com solado antiderrapante).

A Gruta de Botuverá situa-se no município de mesmo nome, a cerca de 30 Km de Brusque, em Santa Catarina, mais precisamente na localidade de Ourinhos. Possui aproximadamente 1.200 metros de extensão. É composta por uma grande variedade de espeleotemas (esculturas feitas pela água) tais como travertinos, cortinas, couves-flor, chão de estrelas, fendas, vielas, estalactites, estalagmites e passagens distribuídas em labirintos e salões. Constitui um conjunto inigualável e eternizando por pingos de água que gotejam continuamente do teto a centenas e milhares de anos.

A caverna apresenta inúmeros salões que alcançam até 20 metros de altura, povoados por figuras, colunas e calcita escorrida entre outras formas.

Possui uma única entrada conhecida e o início do seu desenvolvimento se dá em piso de argila com bloco calcário.

A partir dos primeiros 50 metros é que se vislumbra com satisfação os amplos salões que a compõem. O primeiro deles expõe a sua entrada à sua esquerda a figura de uma coluna com 2 a 3 metros de diâmetro. Segue-se através do piso com aspecto de corrimento calcítico até chegar-se ao seu espaço mais amplo onde se observa uma parede com colunas de 10 a 15 cm de diâmetro de estalactites e estalagmites compondo uma figura em muito semelhante a um belo órgão de tubos.

A partir da posição do órgão de tubos a gruta oferece três direções, uma á direita que conduz ao Salão das Orquídeas, povoado por belas flores de aragonita, uma central conduz a um pequeno lago hoje quase seco e a terceira à esquerda que oferece o acesso ao restante da caverna. Esse acesso permite se alcançar os salões da Galeria do Presépio, dos Altares, dos Candelabros, do Púlpito e da Pequena Imagem onde são ressaltadas formas belas e interessantes.

Os salões mencionados concentram a maior parte das galerias e diversificação de formas como pode ser visto. Além das formas que dão origem aos nomes dos salões, compõe o cenário de beleza, formas não menos interessantes como elevados em piso de escorrimento calcítico, travertinos, sílica em box-works, velas, jacaré e colunas.

Estes salões possuem comunicação entre si, ressaltando em sua passagem formas ímpares topográficas como uma bela imagem lembrando uma galeria, formas cumênicas se assemelhando a um presépio, a altares, a candelabros com suas velas, a púlpito e pequenas imagens, caprichosamente esculpidas pela natureza através dos séculos.

A galeria de estalactites é a última das posições que pode ser alcançada e se estende horizontalmente através de um túnel de 130 metros, a partir do Salão dos Altares em linha reta, praticamente sem comunicações, em amplo espaço lateral e vertical.

Em toda a sua extensão a caverna é povoada por estalactites e estalagmites. A parte da caverna mais adornada e mais interessante é a sua porção central, mais ampla, entre a posição do órgão e a entrada da galeria das estalactites, onde se acham esculpidas as mais variadas formas e estruturas calcíticas e onde salões oferecem a maior facilidade de intercomunicação. Pode-se atingir vários anfiteatros com toda a facilidade de acessos.

OBS: Atualmente algumas áreas da caverna estão com a visitação restrita, tendo vista a determinação do plano de manejo do Parque, com a finalidade única e exclusiva de não prejudicar as formações e a diversidade biológica.

GEOLOGIA

A cavidade foi formada através da dissolução de rochas carboníferas do período Pré-cambriano, há pelo menos 65 milhões de anos, e caracteriza-se por possuir galerias e amplos salões ornamentados com estalactites, estalagmites, colunas e outras formações.

FAUNA

A diversidade biológica nesta gruta é considerada alta para uma cavidade sem curso d’água no Brasil. Nela foram registradas 7 espécies de morcegos e mais 35 espécies de invertebrados.

Sob este aspecto, destaca-se no contexto espeleológico nacional pela ocorrência de 6 espécies endêmicas (exclusivas do local) e altamente especializadas de invertebrados. Apenas dez cavernas brasileiras possuem um número tão expressivo de troglóbios (espécies de vida restrita às cavernas).

O Parque

A partir de 1998, a Prefeitura Municipal de Botuverá, com o apoio do Fundo Nacional do Meio Ambiente (Ministério do Meio Ambiente) e assessorada pelo Grupo de Estudos Espeleológicos Açungui (instituição voltada à proteção de cavidades naturais), iniciou os diversos estudos para a elaboração e implantação do Plano de manejo do patrimônio Espeleológico.

Os estudos definiram as medidas necessárias para oferecer à população uma opção turística de qualidade, na qual a principal preocupação é a proteção do ambiente cavernícola.

Infra-estrutura

O Parque das Grutas de Botuverá, possui uma completa infra-estrutura para o turista, ou para quem quiser passar momentos agradáveis em contato com a natureza.

Cultura

Uma cultura muito importante que ainda persiste no meio de nossa População principalmente Agricultores da localidade de Lageado Alto e Baixo, que foi trazida pelos antepassados que vieram da Itália, é a vinicultura, onde é produzido o vinho de modo artesanal. A produção de queijo ou queijinho pela maioria dos agricultores, também se destaca no Município, que são muito apreciados na região principalmente na cidade de Brusque. Música

Merece destaque o Coral Giuseppe Verdi de Botuverá, sempre presente com suas vozes nas celebrações e festividades. Este Coral também representa os amantes do canto e da música. O canto italiano é tradição, encanto e alegria. Idioma

Dos descendentes vindos da Itália restou a cultura que muito orgulha o povo de Botuverá ainda hoje. A Principal cultura do povo é a língua italiana que praticamente 95% (noventa e cinco por cento) das famílias do Município ainda falam. Em todo o Município 90% (noventa por cento) das conversas entre os habitantes são no idioma italiano, que se subdivide em três dialetos, conforme a proveniência de nossos antepassados, Tiroles, Mantoano e Bergamasch, sendo que este último prevalece. Alimentação

Na alimentação ainda são mantidas as tradições de nossos antepassados. O principal prato das famílias botuveraenses é: Polenta, Galinha Caipira Ensopada, Queijo, Aipim, Macarrão e Salame.