Florianópolis - SC
Florianópolis - SC

Capital Florianópolis - SC                             
Area (Km²)   95 346,181
Números de Municípios 293
População estimada em 2010       6,248,436

 

 
Brusque 1 - SC Brusque 2 - SC Brusque 3 - SC Brusque 4 - SC

Brusque - SC

Brusque - SC                                               Santa Catarina - SC                                  
População 107.763
Brusque é um município brasileiro do estado de Santa Catarina.

Localiza-se a uma latitude 27º05'53" sul e a uma longitude 48º55'03" oeste, estando a uma altitude de 21 metros. Sua população recenseada em 2010 é de 107.763 habitantes, sendo a 11ª maior cidade em população no Estado.

Possui uma área de 280,66 km².

História

Presença Indígena

Antes da colonização, os Xokleng ocupavam um território em “movimento”, pois mantinham uma disputa secular com os Guaranis e os Kaingangs para controlar o território onde hoje fica a cidade.

Colonização

A história da colonização de Brusque tem início nas terras localizadas à margem direita do rio Itajaí-Mirim. Neste local destinado à sede da Colônia Itajahy (Brusque), já havia a presença de outros imigrantes - que exploravam a extração de madeira, sendo Pedro Werner, Franz Sallentiem e Paulo Kellner. No entanto, Vicente Ferreira de Mello, conhecido como Vicente Só, foi o primeiro a adentrar a mata e estabelecer moradia no alto de um morro, morro qual hoje se vê a Igreja Católica, localizada no bairro Centro I.

A imigração começa de fato com a chegada do nobre austríaco barão von Schneeburg, que liderava 54 imigrantes alemães, oriundos do Grão-ducado de Baden, sul da Alemanha, em 4 de agosto de 1860. Foi batizada de Colônia Itajahy. Nos próximos anos, novos grupos de alemães chegaram ao município. Em 17 de janeiro de 1890, a cidade foi batizada de Brusque, em homenagem a Francisco Carlos de Araújo Brusque, presidente da província de Santa Catarina na época da fundação da colônia, gaúcho nascido em Porto Alegre em 24 de maio de 1822. O município foi instituído em 23 de março de 1881, ainda com nome de São Luis Gonzaga, recebendo o nome atual em 1890. As comemorações do centenário (4 de agosto de 1960) e sesquicentenário (4 de agosto de 2010) se referem à chegada dos colonos alemães e não à criação do município de Brusque.

A cidade herdou as características alemãs de seus colonizadores: na arquitetura, na comida, nas festas populares, etc. Entretanto, outros povos legaram contribuições étnicas às levas de germânicos. Em 10 de março de 1867, chegaram os primeiros colonos de língua inglesa, especialmente os irlandeses e os britânicos. A colônia recebeu mais de 1.500 colonos vindos da Europa e dos Estados Unidos, fugindo da guerra de Secessão. Depois, em 1875 chegaram os primeiros imigrantes italianos e, mais tarde, os poloneses. Os polacos trouxeram consigo técnicas de tecelagem, e fábricas foram fundadas na cidade.

Colonização Polonesa

A geógrafa e pesquisadora Maria do Carmo Ramos Krieger Goulart, que desenvolveu vários trabalhos como: “Raízes polonesas em Brusque”, “Imigração Polonesa em Brusque”, “Anotações de uma imigrante Polonesa” e “A imigração Polonesa nas Colônias Itajahy e Príncipe Dom Pedro”, neste último informa que desembarcaram na Villa do Itajahy, 16 famílias da Silésia, região que se encontrava sob o domínio Prussiano. Seu destino eram as terras da Colônia Príncipe Dom Pedro, nos idos de 1869. Registra a autora que foi nesse ano que ocorria o primeiro nascimento de imigrantes poloneses, tratava-se de Izabella Kokot, nascida em 12 de novembro de 1869, em Brusque.

No entanto, para confirmar a presença Polonesa nas terras de Príncipe Dom Pedro e, posteriormente, de Porto Franco (Botuverá), preferimos citar o livro “Dívidas Coloniais”, que contém a relação nominal dos poloneses estabelecidos na região, como também a contabilidade de suas dívidas, a relação inicia-se em outubro de 1890 e continua até fevereiro de 1893:

Colonização Italiana

Oo ano de 1875 marca o fluxo de uma grande corrente imigratória, era a colonização italiana. Informa-nos a autora Roselys Isabel Correia dos Santos no livro “A colonização italiana no Vale do Itajaí-Mirim”, que “na direção do atual município de Botuverá, antigo Porto Franco, no médio vale, em terrenos que constituíram a antiga Colônia Príncipe Dom Pedro, os mesmos que foi canalizada a maioria dos imigrantes italianos”, no entanto, os terrenos eram poucos aproveitáveis para a agricultura, destaca-se a exploração da madeira.

As localidades ou linhas de colonização onde inicialmente estabeleceram-se os colonos italianos foram Azambuja, Poço Fundo e Águas Claras. Também foram ocupadas as margens do Ribeirão Alferes, no Vale do Rio Tijucas, onde foi criado o núcleo Nova Trento. Mais tarde, ocuparam as terras da extinta Colônia Príncipe Dom Pedro, nas localidades compreendidas entre Cedrinho e o distrito Porto Franco, atual Botuverá.

Negros são uma minoria racial na cidade sendo uma estimativa de 7% sendo 3% descendentes de escravos que trabalhava na região e 4% de migrantes baianos

Industrialização

Brusque é conhecida como ¨Berço da Fiação Catarinense¨ e ¨Cidade dos Tecidos¨ pois foi na cidade que se iniciou um dos maiores polos têxteis de Santa Catarina e do Brasil. João Bauer, em 1890, desenvolveu a primeira tentativa de produção de tecidos no município, contando com ajuda dos imigrantes poloneses, conhecidos como tecelões de Lodz. A segunda tentativa que logrou êxito aconteceu com o apoio de Carlos Renaux, comerciante, que instalou teares de madeira rústicos, construídos pelos próprios poloneses, dentro do depósito de sua casa de comércio em 1892, fundando a Fábrica de Tecidos Carlos Renaux S.A., um dos ícones da indústria no Sul. Em 1898, surgiu a Buettner e em 1911 a Schlösser. Essas indústrias dominaram a principal atividade econômica da cidade durante a maior parte do século XX, até no final dos anos 80. Ainda hoje é um dos setores mais fortes da economia local, agregando nomes importantes na área de malhas e serviços têxteis (tinturaria, fiação, tecelagem, estamparia), tais como Aradefe, Tinturaria Florisa, RVB Malhas, LoosTex, Tinturaria Giracor, HJ Malhas, Warusky, Manatex Malhas, entre outros.

Foi em Brusque que se originaram as primeiras geladeiras da marca Consul, em 1945. O incentivo do Cônsul Carlos Renaux, que fomentou uma pequena oficina para protótipos e testes, propiciou a criação de uma das maiores indústrias de refrigeração do Brasil. Poucos anos depois, em 1950, a fábrica Cônsul se estabeleceu definitivamente em Joinville, no norte catarinense.

A indústria metalmecânica também prosperou na cidade. A primeira indústria metalúrgica de Brusque foi a Fundição Hércules S.A. As principais indústrias desse segmento se concentram na área automotiva, de grande projeção nos mercados interno e de exportação, como a ZM S.A., Zen S.A., 3RHO e a Remy. No setor de máquinas, equipamentos eletromecânicos e serviços metalúrgicos, outros nomes se destacam como a Irmãos Fischer, Siemsem, Kimak, Metalúrgica Brusque, Embreex, Fundição Hércules, Metalúrgica BOMASI entre outras. A área de confecções, que surgiu durante os anos 80, estabeleceu na cidade centenas de pequenas e médias empresas. Destaca-se a Colcci, marca originalmente criada em Brusque e de grande projeção nacional. Segundo o IBGE, Brusque está entre as dez maiores economias de Santa Catarina e na posição 184 entre os municípios brasileiros.

Clima

O clima de Brusque, segundo Koppen, classifica-se como mesotérmico úmido, sem estação seca, com verões quentes, apresentando uma temperatura média anual de 26°C. A Temperatura Mínima Anual é de 5,3°C e a Temperatura Máxima Anual é de 40°C. A umidade relativa do ar é permanentemente úmida, com uma média anual de 65,0%. Quanto à pluviosidade, a quantidade de chuvas varia entre 75 a 87 milímetros.

Turismo

Destacam-se no comércio as lojas FIP 1 e 2, Stop Shop, Bruem, All Shopping, Le Mund, e a Havan, um grande centro varejista criado pelo brusquense Luciano Hang. Brusque é um importante polo industrial (principalmente nos setores têxtil e metalúrgico).

Destaca-se também o Parque Zoobotânico, com 220.000m2 de área preservada, onde vivem cerca de 650 animais de 135 espécies diferentes, mantidos o mais próximo possível do seu habitat natural. Um teleférico de 578m liga o Parque Leopoldo Moritz, permitindo a visão de boa parte da cidade e da Mata Atlântica.

Junto ao Parque Leopoldo Moritz encontra-se um Avião North American T6-D da Segunda Guerra Mundial, que encanta os visitantes. Para quem gosta de flores, vale visitar o Orquidário e Bromeliário, onde existem mais de 300 espécies de orquídeas e bromélias, regionais e híbridas, obtidas através de sementes de matrizes importadas.

Outro atrativo educativo é o Observatório Astronômico Tadeu Cristóvam Mikowski, na Avenida das Comunidades, também no centro. Sua maior atração é o grande telescópio Cassegraniano de 300 milímetros de lente, equipado com telescópio solar, telescópio fotográfico Newtoniano e câmara CCD. Considerado um dos melhores do Brasil, o equipamento é capaz de proporcionar um aumento de até 2,3 mil vezes e tem contribuído para importantes pesquisas.

O Santuário de Azambuja é procurado por milhares de devotos todos os anos. A devoção é originária de Caravaggio, norte da Itália, trazida para Brusque pelos imigrantes italianos em 1875 que ali se firmaram. A sombra do Santuário encontra-se o Hospital Arquidiocesano, Gruta de Nossa Senhora de Azambuja, Morro do Rosário, Asilo de Idosas e Seminário Menor e Filosófico Arquidiocese de Florianópolis, e o Museu Arquidiocesano Dom Joaquim, formando um complexo de construções históricas.

O Museu Arquidiocesano Dom Joaquim, ou Museu de Azambuja, conta com um acervo de mais de cinco mil peças, agrupadas em coleções de Arte Sacra, geologia, botânica, zoologia, numismática (moedas e medalhas), etnologia, armaria, pinacoteca e usos e costumes do imigrante. São peças que vieram de todas as regiões de Santa Catarina e do mundo, tornando-o o mais importante do Sul do país.

O Paço Municipal, formado pela Prefeitura, Fórum e Câmara de Vereadores, a Ponte Estaiada Irineu Bornhausen, a Arena Multiuso Antônio Neco Heil - casa do Brusque/Br Telecom que competia na Liga Nacional de Vôlei Feminino, o Terminal Urbano Balthazar Bohn, a Igreja Matriz São Luiz Gonzaga, a Colina Evangélica, a Casa de Brusque, o Parque das Esculturas e a Praça Barão Von Schneeburg são outros pontos visitados por turistas, entre tantos.

O patrimônio histórico e arquitetônico da cidade, com vários casarões e edificações de várias épocas, ainda deslumbram os visitantes. Podemos citar o casarão Maluche, a Villa Quisisana, alguns casarões remanescentes na rua Hercílio Luz, a casa de antigo comércio em Dom Joaquim, além diversas outras espalhadas pela área central e alguns bairros da cidade.

Culinária

O prato típico da região é o marreco com repolho roxo, herdado da culinária alemã. A cidade criou a Festa Nacional do Marreco - Fenarreco - que acontece em outubro, juntamente com a Oktoberfest de Blumenau. A festa tem como prato principal o marreco, mas o chope, as danças típicas, a música e a alegria são complementos fundamentais nesse enredo.

Por esses e muitos outros motivos, a cidade chama a atenção cada vez mais, atraindo pessoas de todo o país e exterior. Entre os turistas estrangeiros, os argentinos (pela proximidade) e os alemães (pela cultura que a cidade apresenta) são constantemente encontrados em Brusque.

Também devido a herança cultural alemã e italiana, a cidade se destaca por suas padarias e docerias, com seus bolos, cucas, tortas, pães e geleias. Algumas contam com Café Colonial, que atraem turistas de várias partes do estado.