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Porto Velho - RO

Capital Porto Velho - RO                             
Area (Km²)   237 576,167
Números de Municípios 52
População estimada em 2010        1 562 409

 

 
Guajará-Mirim 1 - RO Guajará-Mirim 2 - RO Guajará-Mirim 3 - RO Guajará-Mirim 4 - RO

Guajará Mirim - RO

Guajará-Mirim - RO                          Rondônia - RO                                  
População 41.933
Guajará-Mirim é um município brasileiro do estado de Rondônia.

É o segundo maior município do estado em extensão territorial e o oitavo em população. Situada em uma das regiões das mais belas do Estado, Guajará-Mirim ganhou ao longo dos anos o apelido carinhoso de “Pérola do Mamoré”, transformando a cidade em um dos pontos mais apreciados para visitação e turismo.

Em maio de 2009, na cidade do Rio de Janeiro, Guajará-Mirim recebeu o título de Cidade Verde, outorgado pelo Instituto Ambiental Biosfera em razão de seu Mosaico de Áreas protegidas que fazem da Pérola do Mamoré um dos maiores municípios brasileiros em áreas preservadas. Outras 29 cidades brasileiras também receberam o prestigiado prêmio.

História

O Município de Guajará-Mirim, que em Tupi-guarani significa “Cachoeira Pequena”, tem sua história intimamente ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Trajetória

Até o início do século XIX, “Guajará-Mirim era apenas uma indicação geográfica para designar o ponto brasileiro à povoação boliviana de Guayaramerin” (Vítor Hugo – Os Desbravadores). Naquela época, a povoação era conhecida como Esperidião Marques.

Em abril de 1878, em função do Tratado de Ayacucho, foram enviadas para Corumbá-MT as "Plantas Geográficas dos Rios Guaporé e Mamoré", sendo que a cartografia para delimitar os limites fronteiriços dos rios Guaporé e Mamoré foi levantada e apresentada pela 2ª Seção brasileira, sediada na mesma cidade, tendo sido todas chanceladas pelos Delegados brasileiros e bolivianos. Continuando a descrição diz Destas cabeceiras continuam os limites pelo leito do mesmo rio até sua confluência com o Guaporé, e depois pelo leito deste e do Mamoré até sua confluência com o Beni, onde principia o Rio Madeira. Em 1878 e 1879, houve troca de Notas da Chancelaria bolivana com a Embaixada do Brasil em La Paz, acusando o recebimento e aprovando a "Carta Geral", conforme ajustado na 7ª Conferência da Comissão Mista.

Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis com a Bolívia, o Brasil se comprometia a construir uma estrada de ferro, ligando os portos de Santo Antônio do Rio Madeira, em Porto Velho, ao de Guajará-Mirim, no Rio Mamoré, destinada ao escoamento dos produtos bolivianos. Os direitos sobre tarifas seriam recíprocos e a localidade foi se tornando conhecida no país com repercussão no exterior.

No ciclo da borracha, a extração do látex foi, sem dúvida, ponto decisivo na vida do município. A construção do transporte ferroviário (Estrada de Ferro Madeira-Mamoré) veio acelerar o povoamento local, contribuindo no incremento da agricultura, além do extrativismo vegetal proporcionado pela vasta e rica vegetação natural existente. Estes e outros fatores, também de relevante importância influíram na subsistência da localidade.

Em 30 de abril de 1912, foi concluída a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e inaugurada oficialmente em 1º de agosto do mesmo ano. Ainda naquele ano, a 8 de outubro, o Governo da Província de Mato Grosso instalou na localidade um posto fiscal, também com a incumbência de arrecadar impostos, sob as ordens do guarda Manoel Tibúrcio Dutra.

Em abril de 1917, chegou à região de Guajará-Mirim o capitão Manoel Teófilo da Costa Pinheiro, um dos membros da Comissão Rondon. Através dos meandros e lagos do rio Cautário, encontrou apenas algumas poucas centenas de seringueiros mourejando nos barracões da Guaporé Ruber Company, empresa que monopolizava a compra e exportação da borracha produzida na região, na época gerenciada pelo coronel da Guarda Nacional, Paulo Saldanha. Eram os barracões “Rodrigues Alves”, “Santa Cruz”, “Renascença” e outros localizados próximos ao Forte Príncipe da Beira. Nada mais havia, a não ser índios arredios que habitavam a região e, de quando em vez, atacavam os exploradores da seringa, que iam à represália procurando dizimá-los, criando rixas entre os grupos e subgrupos dos jauis, tupis, hauris e outros, sendo os pacaás-novos, do grupo jarú, os mais aguerridos nos combates com os colonizadores extrativistas.

Em 26 de junho de 1922, através da Resolução nº 879, o Presidente da Província de Mato Grosso transformou a povoação de Espiridião Marques em Distrito de Paz do município de Santo Antônio do Rio Madeira. Quatro anos mais tarde, em 12 de julho de 1926, a povoação foi elevada à categoria de cidade, por ato assinado também pelo então Presidente da Província de Mato Grosso, Mário Corrêa da Costa. Em 12 de julho de 1928, pela Lei nº 991, assinada pela mesma autoridade, o Distrito foi elevado à categoria de município e comarca com área desmembrada do município de Santo Antônio do Rio Madeira, tomando o nome de Guajará-Mirim, já usualmente designado pela população. O município foi oficialmente instalado em 10 de abril de 1929.

Em 13 de setembro de 1943, pelos Decretos Lei nº 5.812, o município de Guajará-Mirim passou a fazer parte integrante do Território Federal do Guaporé, criado nessa data. No dia 21 de setembro do mesmo ano, pelo Decreto Lei nº 5.839, a sua área territorial, somada a uma parte da área territorial do município de Mato Grosso-MT (ex-Vila Bela da Santíssima Trindade), passou a compor o novo município de Guajará-Mirim. Esta composição territorial e sua confirmação definitiva como parte integrante do Território Federal do Guaporé se deu em 31 de maio de 1944 através do Decreto-Lei nº 6.550.

Por intermédio do Decreto Lei, nº 7.470, de 17 de abril de 1945, o município de Guajará-Mirim e o município de Porto Velho passaram a fazer parte como os dois únicos municípios da divisão administrativa e judiciária do Território Federal do Guaporé.

Turismo

Inegavelmente Guajará-mirim possui a maior oferta de atrativos Turísticos do estado de Rondônia

    Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
    Hotel Pakaas Palafitas Lodge
    Atrativos Naturais como rios, mata preservada, balneários e parques
    A fronteira com o país irmão Bolívia (além de atrações culturais, é possível comprar produtos importados do lado boliviano)
    Passeios de barcos
    Artesanato indigena (wariís), ribeirinhos e de seringueiros

Cultura

    Forte Príncipe da Beira
    Museu Histórico Municipal de Guajará-Mirim e Recanto de D.Rey.
    Biblioteca Municipal Jarbas Passarinho.
    Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

Atrações naturais

    Gruta ou caverna dos Pacaás Novos.
    Alto da Chapada dos Pacaás Novos - Torre da EMBRATEL.
    Rio Pacaás Novos – apresenta o fenômeno das águas com o rio Mamoré.
    Cachoeiras e Corredeiras – Guajará Mirim, Guajará-Açú, Bananeira, Pau Grande, Lage, Praia da Pedra da Morte e Praia das Três Bocas.
    Parque Municipal Natural Serra dos Parecis
    Praias fluviais durante o verão (de maio a novembro).
    Mais de 93% da área total do Município é constituída de Unidades de Conservação (Terras Indígenas, Reservas Extrativistas e Biológicas), fazendo de Guajará Mirim um grande santuário de preservação de Fauna e Flora.

Datas comemorativas

    10 de abril – Aniversário do Município

Eventos culturais

    Festas Juninas
    Biketrilha
    Boi Bumbá - O Duelo na Fronteira - agosto.
    Festa da Castanha – julho
    Expoagum – agosto/setembro
    Festivais de Praias (Rio Pacaás Novos)
    Encontro de Filhos e Amigos de Guajará-Mirim
    Festival de Música Popular de Guajará Mirim – FEMPOGUAM.
    GuajaráFolia
    Semana da Pátria - Desfiles Cívicos Militar/Escolar (Bandas e Fanfarras)
    Domingo da Família - Junho