Natal - RN
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Capital Natal - RN                              
Area (Km²)   52 796,791
Números de Municípios 167
População estimada em 2010 3 168 027

 

 
Caiçara do Norte 1 - RN Caiçara do Norte 2 - RN Caiçara do Norte 3 - RN Caiçara do Norte 4 - RN

Caiçara do Norte - RN

Caiçara do Norte - RN                                       Rio Grande do Norte - RN                                  
População 6.016
Caiçara do Norte, município no estado do Rio Grande do Norte (Brasil),

localizado na microrregião de Macau. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano 2005 sua população era estimada em 5.890 habitantes. Área territorial de 190 km².

História

O primeiro proprietário da região salineira chamada Caiçara foi o Sargento-Mor Bento Gomes da Rocha. Em março de 1734, seu filho, o Capitão Inácio Gomes da Câmara tomou posse de três léguas de terras, que começavam no setor chamado Três Irmãos, estendendo-se até Água Maré e alastrando-se pelo sertão. A palavra Caiçara significa, na língua indígena, o semelhante a curral de gado.

O povoamento de Caiçara foi crescendo e já na metade do século XVIII começou a dar sinais de desenvolvimento a partir do trabalho nas salinas e na pesca, da criação de gado e de várias plantações espalhadas pelas redondezas.

No ano de 1844, o missionário frei João da Purificação, comandou a construção da Capela de Santo Antão Abade. As pedras usadas na construção da capela vieram da Ponta da Santa Cruz e a imagem, de acordo com os moradores mais antigos, pode ter vindo da Itália ou ter sido encontrada numa embarcação naufragada.

Em 1847, Caiçara foi elevada à condição de distrito de Touros, ganhando sua primeira escola no ano seguinte. O distrito tinha uma extensa rua, construída em sentido paralelo à chamada pancada do mar, ladeada de estaleiros improvisados, que serviam para salgar e secar o pescado.

Caiçara teve sua vida normal e em desenvolvimento até o ano de 1912, quando sofreu a invasão das areias das dunas, ficando praticamente soterrada. Com a Capela de Santo Antônio Abade sendo atingida pelas areias, a imagem do santo foi transferida, sob a coordenação do Padre João Clemente, para um prédio na localidade de São Bento.

Mas, apesar de todas as dificuldades promovidas pelo avanço das dunas, Caiçara manteve-se viva e logo voltou a crescer, ganhando uma nova escola em maio de 1925. Posteriormente tornou-se distrito de São Bento do Norte e continuou sua prosperidade econômica, tendo como principal base a atividade desenvolvida pela famosa pesca do peixe voador.

No dia 16 de julho de 1993, pela Lei nº 6.451, Caiçara desmembrou-se de São Bento do Norte, tornando-se município do Rio Grande do Norte, com a denominação de Caiçara do Norte.

Terra de gente que vive por muitos anos, como, por exemplo, a Sra. Maria Gomes da Silva, falecida com 101 anos, em 9 de maio de 1961, filha de Francisco Gomes da Silva e Joana Gomes da Silva, casada com Cláudio Maia, e genitora de Antônio Maia da Costa, Ana Maia da Costa, e Maria Maia da Costa.

Enfim, consta à fl. 354, CASCUDO: História do Rio Grande do Norte, de 1955, a seguinte lição: "Baixa Verde - São Bento do Norte - nome da propriedade primitiva. A Capela, 1915, é dedicada a S. Antão, Abade. O núcleo da população estava na praia atlântica, Caiçara, a velha, soterrada pelos morros, e a nova que se confundiu com a Vila atual. Caiçara era povoação conhecida antes de 1849. Zona de pescarias de voador. Distrito pelo Decreto-lei de 31 de Outubro de 1938."

Economia

Em Caiçara do Norte estão cadastrados na Colônia de pescadores 300 barcos e 1.200 pessoas atuando na atividade pesqueira, com destaque para a pesca do peixe-voador, Hirundichthys affinis. Essa espécie de peixe é tão abundante no local que sua venda é usualmente tratada por milheiro. E cada milheiro, com cerca de 142 quilos, é vendido por R$ 40,00. A produção em 1998 foi de 1.100 toneladas, e por conta do el niño, em 1999, a produção caiu para 700 toneladas. Sendo um dos recordistas o Sr. Epaminondas Quirino da Paz, 77 anos, com 18 milheiros.

Caiçara do Norte é tida, também, como um sítio de alimentação de outras espécies de peixe, como a sapuruna ou xira, Haemulon aurolineatum, agulhinha-preta, Hemiramphus brasiliensis, agulhinha-branca, dourado, Hyporhamphus unicasciatus, e a sardinha-laje, Opisthonema oglinum.