Natal - RN
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Capital Natal - RN                              
Area (Km²)   52 796,791
Números de Municípios 167
População estimada em 2010 3 168 027

 

 
Currais Novos 1 - RN Currais Novos 2 - RN Currais Novos 3 - RN Currais Novos 4 - RN

Currais Novos - RN

Currais Novos - RN                                           Rio Grande do Norte - RN                                  
População 42.795
Currais Novos é um município brasileiro no interior do estado do Rio Grande do Norte.

Localizado a 172 km da capital estadual, Natal, Currais Novos se encontra na região do Seridó, na região central do estado junto à divisa com o estado da Paraíba. Considerada um centro sub-regional, suas principais atividades econômicas são a agricultura, pecuária e a extração mineral.

Seu simbolo turístico é a estátua "Cristo-Rei", réplica fiel, mas em menor proporção, da estátua do Cristo Redentor, que foi trazida da França e doada por Cel. Manoel Salustino em 1937. A cidade destaca-se pelo Carnaxelita, maior micareta do interior do estado e que notadamente atrai turistas de várias partes do interior nordestino.

De forte formação geológica, o município também se destaca por abrigar a Mina Brejuí, a maior mina de scheelita da América do Sul e o Canyon dos Apertados, único canyon de rocha granítica do mundo.

De acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no ano 2010, sua população é de 42 668 habitantes, o que classifica Currais Novos como o nono município mais populoso do estado.

História

Origens

A cidade de Currais Novos foi colonizada inicialmente por Criadores de Gado, dentre os quais o mais importante foi Cipriano Lopes Galvão, nomeado Coronel do Regimento de Cavalaria da Ribeira do Seridó pelo então governador Pedro de Albuquerque Melo, e agricultores que têm em sua origem cristãos-novos vindos dos Açores e de Portugal continental.

Cipriano Lopes Galvão veio de Igaraçu- PE com sua esposa Adriana de Holanda e Vasconcelos no ano de 1754 para a região do Totoró. No local, fixou residência e fundou uma fazenda de gado. Quando requereu as terras em 1754, cujo requerimento consta no livro número 5 de Sesmarias do Rio Grande do Norte, já morava no local há anos e tinha seu rebanho bovino com os devidos empregados, chamados de vaqueiros. É certo que sua sesmaria abrangia desde a bifurcação emtre os rios Totoró e Maxinaré até a região do Rio São Bento.

Na época, não existia o município de Acari nem o de Vila do Príncipe (atual Caicó) e toda a região, então denominada Ribeira do seridó, pertencia à Paraíba.

Aproveitando as boas pastagens que o Rio São Bento oferecia, o gado de seu rebanho se deslocava até aí para se alimentar e beber, fato que dificultava o trabalho dos seus empregados. Observando tal dificuldade, resolveu construir currais de pau-a-pique, com troncos de aroeira, nos quais tirava- se o leite das vacas, adestrava-se os bezerros e marcava-se o restante do gado com o método do ferro moldado e aquecido no fogo. Contavam com uma infra- estrutura para a troca e comercialização, bem como para a hospedagem dos parceiros comerciais. A partir destes, casas começaram a ser construídas e vários outros fazendeiros passaram a requerer terras nas circunvizinhanças para aproveitar a proximidade com a emergente feira de gado.

Geografia

Clima

Tipo: clima muito quente e semi-árido, com estação chuvosa atrasando-se para o outono.

Precipitação Pluviométrica Anual: normal: 500 mm observada: 615,1 mm

desvio: 4,6 mm

Período Chuvoso: fevereiro a abril

Temperaturas Médias Anuais: máxima: 33,0 °C

média: 27,5 °C

mínima: 18,0 °C

Umidade Relativa Média Anual: 64%

Horas de Insolação: 2.400

Relevo

De 200 a 400 metros de altitude.

Serras: do Chapéu, Vermelha, do Piauí, do Doutor e de São João.

Planalto da Borborema - terrenos antigos formados pelas rochas Pré-Cambrianas como o granito, que se estende pelo Estado, onde encontram-se as serras e os picos mais altos.

Vegetação

A caatinga subdesértica do Seridó é a vegetação mais seca do estado, com arbustos e árvores ralas e de xeroftismo mais acentuado. esse tipo de vegetação tem diversas espécies.

Segundo o Plano Nacional de Combate à Desertificação (PNCD), que define desertificação como a degradação de terras nas zonas áridas, semi- áridas e sub- úmidas, resultante de fatores diversos tais como as variações climáticas e as atividades humanas, Currais Novos está inserido em uma área susceptível em categoria muito grave.

Formação

    Caatinga Hiperxerófila - vegetação de caráter mais seco, com abundância de cactácea e plantas de porte mais baixo e espalhadas.
    Caatinga Subdesértica do Seridó - vegetação mais seca do Estado, com arbustos e árvores baixas, ralas e de xerofitismo mais.

Hidrografia e recursos hídricos

É marcada pela temporariedade de seus rios, ou seja, rios que secam em um período do ano em decorrência do desprovimento de chuvas. No entanto, também existem rios de regime perene ( que não secam )no agreste e no litoral. Dentre os rios que compõem a hidrografia, os principais são: Mossoró, Apodi Assu, Piranhas, Potengi, Trairi, Jundiaí, Jacu, Seridó, Curimataú.

Economia

A cidade cresceu e desenvolveu-se através da criação de gado bovino e teve toda a sua história atrelada a ciclos econômicos bem definidos, sendo o primeiro o ciclo do gado, sucedido pelo ciclo do algodão e depois pelo ciclo da mineração, liderado pela Mina Brejuí, fundada em 1943 pelo então desembargador Thomáz Salustino Gomes de Melo.

Durante décadas a Mina Brejuí foi a maior exportadora de sheelita do hemisfério sul do planeta até quando teve um declínio na década de 1990 e retomou as suas atividades no ano de 2006, voltando novamente a ser um dos maiores exportadores de scheelita do mundo e gerando 200 empregos diretos, com perspectiva de expansão do setor, ligado, também, ao turismo, desenvolvido nos túneis inativos, nas trilhas e no Memorial Thomáz Salustino, museu que conta a história da família de mesmo nome e dos tempos áureos da mineração.

O artesanato mineral está em alta e contribui em muito para a divulgação da cidade nacionalmente e internacionalmente.

A pecuária é extensiva, envolvendo, principalmente, a criação de suínos, bovinos, eqüinos, asininos, muares, ovinos, caprinos e coelhos (ainda inexpressiva). A produção de leite bovino e caprino vem se destacando e é uma das maiores regiões produtoras do Seridó.

A agricultura também segue o regime extensivo, muitas vezes de subsistência, envolvendo a policultura. Destaca- se, na horticultura, a produção de coentro, tomate, alface e pimentão. Apresenta limitações muito fortes no uso agrícola, principalmente pela falta d'água, erosão e pelos impedimentos do uso de maquinários, em decorrência do solo pedregoso, rochoso e meio acidentado.

Destaca-se ainda a pesca, a extração vegetal e mineral (principalmente de sheelita) e a silvicultura.

O pólo turístico está em formação, com a abertura de novos hotéis e pousadas e a divulgação emprendida pela Prefeitura Municipal e outros setores nas diversas áreas do país.

Em 2002, conforme estimativas do IBGE, o PIB era de R$ 96,208 milhões e o PIB per capita, R$ 2.358,00.

Cultura

Música

A tradicional banda de música "Maestro Santa Rosa", há mais de cem anos vem fazendo harmonizando as ruas largas de Currais Novos/RN. Existem também vários repentistas atuantes no município, como é o caso de Zé Lúcio, Zé Omar, entre outros. Os seresteiros também fazem parte do imaginário local. Na Década de 80 a banda Tártaros e a banda Tigres animaram as noites curraisnovenses. Mais recentemente, a banda Almanáará surgiu com uma proposta mais voltada para o rock, com elementos regionais.

Literatura

Os escritores Luís Carlos Guimarães e José Bezerra Gomes ficaram para a história do Rio Grande do Norte como dois grandes escritores. Atualmente, o Grupo Casarão de Poesia (Ponto de Leitura) tem realizado um movimento de valorização da poesia no município. Três de seus representantes, Iara Maria Carvalho, Luma Carvalho e Wescley J. Gama, venceram vários concursos no Estado do RN, como o Concurso Zila Mamede (do Jornal Potiguar Notícias) e o Concurso Luís Carlos Guimarães (Fundação José Augusto).

Na última década a produção literária curraisnovense teve um significativo avanço, tendo neste sentido grande importância o Curso de Letras do Campus local da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Dentre os integrantes deste movimento, que publicaram alguma obra, podemos citar: Adriano dos Santos (poesia e prosa), Aldenir Dantas (poesia), João Antônio de Medeiros Neto (poesia), Theo G Alves (poesia e prosa), Maria José Mamede (prosa), Maria José Gomes (poesia e prosa), Eva Salustiano (prosa), Antônio Guedes (poesia)e Assis Costa (poesia).

Teatro

Na década de 80 o grupo de Teatro Boca de Rua, coordenado por Jefferson Fernandes, realizou um importante trabalho com Teatro de Rua em Currais Novos. Atualmente alguns grupos, como Emporium DelArte e o Grupo de Teatro do Peti, procuram o teatro como forma de expressão.

Artes plásticas

Artistas como Francisco Iran e João Antônio, dentre outros, representam as astes plásticas do município. Ministrando aulas para a comunidade desde o início da década de 90, João Antônio já revelou outros grandes artistas, como Jennerson Fernandes, Assis Costas, Francinaldo Moura, Francisco Walter, dentre outros.

Esportes

Atletismo

A cidade de Currais Novos foi o berço de alguns grandes nomes no atletismo brasileiro, revelando nomes que hoje são destaque no cenário internacional: o medalhista panamericano e olímpico, Vicente Lenílson; Magnólia Figueiredo, que participou de 3 Jogos Olímpicos defendendo o nosso município, onde morou por muito tempo e Cláudio Richardson.

Currais Novos é um dos maiores celeiros de atletas do Norte e Nordeste dentre os vários atletas que hoje atuam no Sul do país.

Futebol

A cidade possuí um clube de futebol profissional, a Associação Cultural e Desportiva Potyguar Seridoense. O clube foi Campeão Potiguar pela 2ª Divisão em 2007 e atualmente é o vice-campeão do Campeonato Potiguar 2009.

Há diversos clubes de futebol amador na cidade, que disputam algumas ligas organizadas entre si, por exemplo, O Matutão, torneio amador realizado anualmente.