Rio de Janeiro - RJ
Rio de Janeiro - RJ

Capital                        Rio de Janeiro - RJ                          
Area (Km²)   43 696,054
Números de Municípios 92
População estimada em 2010 15 993 583

 

 
Magé 1 - RJ Magé 2 - RJ Magé 3 - RJ Magé 4 - RJ

Magé - RJ

Magé - RJ                             Rio de Janeiro - RJ           
População 228 150
Magé é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, integrante da região Metropolitana da capital fluminense. Localiza-se a 22º39'10" de latitude sul e 43º02'26" de longitude oeste, a uma altitude de cinco metros. Sua população estimada para 2009 foi de 244 334 habitantes.

História
Mauá, a primeira estrada de ferro do Brasil

O desbravamento da região de Magé data dos primeiros tempos coloniais do Brasil. Em 1565, após a expulsão dos franceses do Rio de Janeiro, Simão da Mota foi agraciado por Mem de Sá com uma sesmaria e edificou sua moradia no Morro da Piedade, próximo do qual, ainda hoje, existe o porto de mesmo nome, a poucos quilômetros da atual sede municipal.

Alguns anos depois, Simão da Mota, com outros portugueses e inúmeros escravos, transferiu-se para a localidade Magepemirim, de onde se originou a atual cidade de Magé. Na época, viviam, na região, índios da tribo dos Tamoios, dos quais não restam mais vestígios. A povoação foi elevada à categoria de freguesia em 1696. Próximo, também se desenvolveu, a partir de 1643, a localidade de Nossa Senhora da Guia de Pacobaíba, que foi reconhecida como freguesia em 1755.
Centro de Magé

Devido ao esforço dos colonizadores e à fertilidade do solo, Magepemirim e Guia de Pacobaíba gozaram de uma situação invejável no período colonial. Tanto numa quanto noutra, o elemento negro, introduzido em grande número, muito contribuiu para o desenvolvimento da agricultura e para a elevação do nível econômico local. Em 1789, Magé foi elevada à categoria de vila, obtendo, assim, sua emancipação, em 7 de junho de 1789 e instalação, em 12 de junho do mesmo ano, com território constituído de terras desmembradas do município de Santana de Macacu e da cidade do Rio de Janeiro, inclusive as ilhas do arquipélago de Paquetá, na Baía de Guanabara. No ano de 1810, foi a localidade tornada baronato e, no ano seguinte, elevada a viscondato. Em 1857, foram-lhe atribuídos foros de cidade.

Para que se avalie a importância desse município, durante o Segundo Reinado foi construída, em suas terras, a primeira estrada de ferro da América do Sul. Inaugurada em 1854, a Estrada de Ferro Mauá, depois Estrada de Ferro Príncipe Grão-Pará, ligava as localidades de Guia de Pacobaíba e Fragoso, numa extensão de 14,5 km.

Em terras mageenses, o desbravador Bernardo Proença abriu, em 1726, o caminho de pedra que se tornou a primeira ligação entre o Rio de Janeiro e Minas Gerais, quando os viajantes gastavam quinze dias para atingir Vila Rica (a atual Ouro Preto) embrenhando-se do litoral para a serra. Os desbravadores puderam conhecer a riqueza de uma terra fértil, generosa e rica em minerais. A partir das fazendas, dos engenhos e de pequenas capelas, surgiram os povoados, que também se transformaram em instalações militares que defendiam a Baía de Guanabara dos ataques de piratas e mercenários. Para se alcançar a freguesia, embarcava-se na atual Praça 15 de Novembro, no Centro da cidade do Rio de Janeiro, numa falua (pequena embarcação), navegava-se até a foz do Rio Inhomirim, de onde se atingia o Porto da Estrela. O qual surgiu no final do século XVII, em Inhomirim (Sexto Distrito de Magé), com a construção da Capela de Nossa Senhora da Estrela dos Mares.

Com a abolição da escravatura, houve considerável êxodo dos antigos escravos, ocasionando terrível crise econômica. Esse fato, aliado à insalubridade da região, fez com que desaparecessem as grandes plantações, periódicas ou permanentes. O abandono das terras provocou a obstrução dos rios que cortam quase toda a baixada do território municipal, alagando-a. Daí, originou-se o grassamento da malária, que reduziu a população local e paralisou, por várias décadas, o desenvolvimento econômico da região.

Sua localização privilegiada, próxima a cidades importantes, trouxe novo surto de desenvolvimento no século XX, com a implantação de várias indústrias, especialmente as têxteis. Em 1992, Guapimirim, então Terceiro Distrito de Magé, adquiriu sua autonomia, com consequente redução expressiva do território mageense.

Geografia

Ocupa uma área de 386,61 km². Magé limita-se ao norte com Petrópolis, ao oeste com Duque de Caxias, ao leste com o município de Guapimirim e ao sul com a Baía de Guanabara.

Hidrografia

    Rio Roncador
    Rio Inhomirim
    Rio Suruí
    Rio Magé-mirim
    Rio Saracuruna

Relevo

Seu relevo é acidentado e no município encontra-se parte do Parque Nacional da Serra dos Órgãos.

 Clima

O clima em Magé é tropical em quase todo o município, exceto em áreas próximas à Serra dos Órgãos, onde predomina o clima tropical de altitude.

A média de temperaturas mínimas é de dezoito graus centígrados. Em Inhomirim, no entanto, a temperatura pode facilmente chegar a seis graus centígrados na madrugada durante os meses de Junho, Julho e Agosto. A menor temperatura já registrada no município foi de 2,4 °C no dia 2 de agosto de 1955 em Pau Grande, acompanhada de uma geada fraca.

Turismo
Igreja de Magé

Dentre os seus pontos turísticos, podemos citar o Poço Bento, com água benta pelo jesuíta José de Anchieta. Outro atrativo é a Estrada de Ferro de Guia de Pacobaíba, hoje desativada, mas que, outrora, fazia a ligação com a cidade de Petrópolis. A família imperial tomava uma barca na cidade do Rio de Janeiro em direção a Guia de Pacobaíba e, de lá, tomava o trem para Petrópolis, a cidade imperial. Tal ferrovia é, por exemplo, citada por Machado de Assis em seu livro Memorial de Aires. Foi a primeira estrada de ferro do país. Hoje, essa estrada histórica encontra-se abandonada.