Rio de Janeiro - RJ
Rio de Janeiro - RJ

Capital                        Rio de Janeiro - RJ                          
Area (Km²)   43 696,054
Números de Municípios 92
População estimada em 2010 15 993 583

 

 
Nova Friburgo 1 - RJ Nova Friburgo 2 - RJ Nova Friburgo 3 - RJ Nova Friburgo 4 - RJ

Nova Friburgo - RJ

Nova Friburgo - RJ             Rio de Janeiro - RJ           
População 182 082
Nova Friburgo (por vezes chamada de Friburgo) é uma cidade, sede do município de mesmo nome, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil.

Localiza-se no centro-norte do estado do Rio de Janeiro, na Mesorregião do Centro Fluminense, a 22º16'55" de latitude sul e 42º31'52" de longitude oeste, a uma altitude de 846 metros, distando 136 km da capital fluminense. Ocupa uma área de 935,81 km². Compreende os distritos de Riograndina, Campo do Coelho, Amparo, Conselheiro Paulino, Lumiar, São Pedro da Serra e Muri.

Sua população estimada no dia 1 de Agosto de 2010, de acordo com o Censo do IBGE era de 182.016 habitantes. As principais atividades econômicas são baseadas em: indústria de moda íntima, olericultura, caprinocultura e indústria (têxteis, vestuário, metalúrgicas e turismo). É a segunda maior cidade da região atrás apenas de Petrópolis e a principal cidade de uma região que compreende cerca de 12 municípios do centro norte Fluminense, tendo influência em várias cidades da zona da mata mineira. É também a cidade mais fria do estado.

História

Nova Friburgo foi inicialmente colonizada por 261 famílias suíças entre 1819-1820, totalizando 1.682 imigrantes. O município foi batizado pelos suíços ganhando o nome de "Nova Friburgo" em homenagem à cidade de onde partiu a maioria das famílias suíças, Fribourg (Friburgo em português, Fribourg em francês, Freiburg em alemão), no Cantão de Fribourg. É também o primeiro município no Brasil colonizado por alemães, tendo estes imigrantes, ao todo 332, chegado à cidade em 3 e 4 de maio de 1824, dois meses antes de São Leopoldo (Rio Grande do Sul).

Nova Friburgo foi a primeira colônia não lusitana a ser fundada no Brasil em caráter oficial.

Em 16 de maio de 1818 o Rei D. João VI, sentindo a necessidade de uma colonização planejada, a fim de promover e dilatar a civilização do Reino do Brasil, baixou um Decreto que autorizou o agente do Cantão de Friburgo, na Suíça, Sebastião Nicolau Gachet, a estabelecer uma colônia de cem famílias suíças na Fazenda do Morro Queimado, no Distrito de Cantagalo, localidade de clima e características naturais idênticas às de seu país de origem.

Foi nomeado inspetor da projetada colônia o monsenhor Pedro Machado de Miranda Malheiros, que, de imediato, tratou da aquisição dos terrenos necessários à dita empresa; adquiriu duas datas de terra com meia légua de testada cada uma, pertencentes a Manuel de Sousa Barros e a José Antônio Ferreira Guimarães, e também a sesmaria chamada Morro Queimado, que pertencera a Lourenço Correia Dias, na qual, mercê de seu clima ameno e da sua situação topográfica, foi instalada a sede da colônia que tomou o nome de Nova Friburgo.

Entre 1819 e 1820 chegavam a Nova Friburgo 261 famílias de colonos suíços, 161 a mais do que havia sido combinado nos contratos, formando-se assim o núcleo inicial da povoação. Sabendo o quão promissora era a cooperação desses estrangeiros para com a nova pátria, o Governo Real subscreveu, a 3 de janeiro de 1820, um Alvará elevando Nova Friburgo à categoria de vila, desmembrando para isso suas terras das de Cantagalo. A instalação da vila deu-se a 17 de abril desse mesmo ano.

Após a proclamação da Independência do Brasil (1822), o Governo Imperial enviou o Major George Antônio Scheffer à Alemanha a fim de ali contratar a vinda de imigrantes para as colônias de Leopoldina e Frankenthal estabelecidas na então Província da Bahia desde 1816, às margens dos rios Caravelas e Viçosa. Por motivos ignorados esses colonos acabaram sendo enviados a Nova Friburgo, onde chegaram a 3 e 4 de maio de 1824; eram 80 famílias - encabeçadas pelo pastor Frederico Sauerbronn - que foram carinhosamente recebidas por Monsenhor Miranda, então readmitido no cargo de inspetor, do qual se exonerara.

Esse sistema especial de administração da colônia por intermédio de um Inspetor designado pelo Governo Imperial vigorou até 1831; a partir desse ano a jurisdição passou a ser superintendida pela Câmara da Freguesia, a exemplo das outras vilas brasileiras.

Finalmente, a 8 de janeiro de 1890, Nova Friburgo foi elevada à categoria de cidade, tendo sua população aumentado com a chegada de imigrantes italianos, portugueses e sírios.

Em 1872, o Barão de Nova Friburgo trouxe até a região os trilhos da Estrada de Ferro Leopoldina a fim de escoar a sua produção de café proveniente de Cantagalo.

A partir de 1910, Nova Friburgo que até então devia o seu progresso ao desenvolvimento da agricultura e ao seu clima seco ideal para município de veraneio, viu chegar vários cidadãos de iniciativa, tais como Conselheiros Julius Arp, Maximilian Falck e William Peacock Denis, que foram os pioneiros da era industrial friburguense. A estes se juntaram outros elementos de valor, provocando o surto de progresso verificado até meados dos anos de 1980.
Nova Friburgo durante sua colonização 1820-1830.

Com a melhoria dos meios de comunicação com as cidades do Rio de Janeiro e Niterói por rodovias pavimentadas, a indústria de turismo incorporou-se às demais fontes de renda da municipalidade. Paralelamente, mantém-se o comércio local, uma das fontes de economia da comunidade.

A ferrovia foi desativada no final da década de 1960. Porém, existe uma indicação legislativa de autoria do deputado Rogério Cabral (PSB), em trâmite desde 2007, para trazer de volta essa modalidade de transporte, que ligaria as cidades de Nova Friburgo e Cachoeiras de Macacu, com fins turísticos.

Em Janeiro de 2011 Nova Friburgo foi afetada pela maior tragédia climática da história do Brasil. Na madrugada do dia 11 de Janeiro para 12 de Janeiro de 2011 um temporal causou inundações, deslizamentos de terra e desabamentos de casas causando mais de 400 mortes na cidade. O volume de chuva em 24 horas foi equivalente ao esperado para todo o mês de janeiro.

Geografia

Nova friburgo localiza-se a 846 m de altitude na sede do município, representado por um marco de ferro mais precisamente aos pés da estátua de Alberto Braune, no centro da Praça Getúlio Vargas. Outro marco importante de Nova Friburgo é o ponto geodésico aos pés de Getúlio Vargas, na mesma praça. O marco representa o ponto exato onde fica o centro do estado do Rio de Janeiro.

Alguns bairros e distritos do município a altitude chega até 1000 m ou mais, como os bairros do Caledônia, alguns trechos da estrada Mury-Lumiar (RJ-142) e o Alto de Theodoro de Oliveira. Existem trechos da cidade, como a localidade de São Romão, em Lumiar, em que a altitude máxima chega a 200 metros.

Cultura

Nova Friburgo reliza, todos os anos, os tradicionais desfiles das escolas de samba na Avenida Alberto Braune, entre a Rua Ariosto Bento de Mello e a prefeitura, com término exato em frente ao portão principal. As cinco escolas de samba da cidade (Acadêmicos do Prado, Alunos do Samba, Imperatriz de Olaria, Unidos da Saudade e Vilage no Samba) e o quatro blocos de enredo (Bola Branca, Globo de Ouro, Raio de Luar e Unidos do Imperador), além dos blocos de embalo, animam a cidade nesta época.

O teatro também faz parte da cultura municipal. Artistas renomados na cidade se apresentam em todo o Brasil. A cidade inaugurou em 2008 o Teatro Municipal Ariano Suassuna, na Praça do Suspiro, no centro, que trouxe para a cidade e região grandes espetáculos teatrais, além de musicais e eventos em geral.

A música também tem seus representantes. As bandas centenária Euterpe e Campesina Friburguense fazem concertos de graça para a população na Praça Dermeval Barbosa todo os segundo e quarto sábados do mês. A Universidade Cândido Mendes, campus Nova Friburgo, comemorou com sucesso o primeiro ano da Orquestra Sinfônica da cidade, que ganhou destaque por causa dos arranjos e das músicas, apresentadas por ela, encantando milhares de pessoas de todas as idades. Os artistas da voz já são sucesso fora da cidade. Os grupos de pagode e rock e as cantoras, com suas belas vozes, tal como Manu.

Os artistas plásticos sempre expões seus trabalhos no Centro de Artes, no centro. Destaca-se não só pelo estilo de construção, mas pelos trabalhos ali sempre divulgados. As crianças também participam da cultura friburguense através da Oficina Escola. São inúmeros cursos para a criançada aprender e mostrar para o público em geral. O artesanato friburguense ganhou vida no Brasil graças aos nossos artistas. No Pavilhão das Artes e no Encanto e Arte, os artistas mostram seus trabalhos de formas, cores e estilos diferentes, atraindo gente de todos os cantos do estado para comprar ou presentear alguém com peças únicas e exclusivas do local. E Nova Friburgo conta com o Centro de Documentação Histórica Pró-Memória, com fotos e jornais que contam a história da cidade.