Curitiba - PR
Curitiba - PR

Capital Curitiba - PR                             
Area (Km²)   199 314,850
Números de Municípios 399
População estimada em 2010 10 439 601

 

 
Assis Chateaubriand 1 - PR Assis Chateaubriand 2 - PR Assis Chateaubriand 3 - PR Assis Chateaubriand 4 - PR

Assis Chateaubriand - PR

Assis Chateaubriand - PR                      Paraná - PR                                               
População 33.028
Assis Chateaubriand é um município brasileiro do estado do Paraná.

Fica situada entre Toledo, Goioerê e Palotina, Sua população estimada em 2010 é de 33.028 habitantes.

História

O Oeste do Paraná tem uma rica história na sua contextualização, pois a partir do final de 1541, o espanhol Alvar Nunes Cabeza de Vaca, adentrou ao território do Guairá, terra de muitas riquezas (árvores, fauna, rios e terras para o cultivo). Com sua comitiva atravessou o Rio Iguaçu (Foz do Iguaçu), percorreu as margens do Rio Tibagi (Curitiba), atravessou o Rio Ivaí (Maringá), tomando rumo do oeste, transpassando o Rio Piquiri (Umuarama e Assis Chateaubriand) em dezembro de 1541, retornando ao ponto de partida.

É nesse período que desbravadores passaram pela região e o contato com a natureza, animais e índios deu-se de uma forma harmoniosa. A referida área que compreende o Município de Assis Chateaubriand, na atualidade, está situada no Vale do Rio Piquiri, sendo esta de domínio particular (terras que foram repassadas pelo Governo Imperial, numa área de 219.244 alqueires paulistas, que compreendia desde o Rio Melissa (Município de Nova Aurora) até o Rio Azul (Município de Palotina), tendo como ponto de partida o ano de 1843, mais precisamente dia 10 de julho de 1843, documentada na Freguesia de Nossa Senhora do Belém de Guarapuava, a favor de Francisco Antonio dos Santos. Tal imóvel rural foi denominado “Gleba Santa Cruz” e que após várias transferências, num total de 21, no ano de 1952, iniciou os trabalhos de colonização com Adízio Figueiredo dos Santos, através da Colonizadora União D´Oeste Ltda, onde foi registrado uma área de 90 mil alqueires paulistas no dia 15 de setembro de 1952.

No Governo Bento Munhoz da Rocha Neto (1951-1955), as terras foram confiscadas pela União, pois entendiam que eram terras devolutas. Com um Mandato de Segurança, Bento Munhoz da Rocha Neto garantiu a posse das terras.

Após julgamento a favor da Colonizadora, houve uma negociação com o governo de Moisés Lupion (1956-1960), chegando à seguinte resolução: fora devolvido metade das terras para o Governo e a Colonizadora União D´Oeste Ltda ficou com posse definitiva, compreendendo entre o Rio Verde (Município de Jesuítas) e o Rio Azul (Município de Palotina).

De 1952 a 1958, foi dada a denominação de Campo dos Baianos, em homenagem, a José Antonio de Araújo, o popular “Baiano da Foice”, que na época, cuidava do campo de aviação e, também por sua origem nordestina. A primeira estrutura urbana foi criada, pequena e rústica, montada para receber compradores e corretores de terras.

Nesse período, Adízio Figueiredo dos Santos também atribuiu a essa localidade de “Cidade Morena”, devido a vinda de pessoas do norte do país, por sua cor de jambo, morena, bonita e também como se fosse uma ilha étnica de pessoas oriundas do norte e do sul, ou seja, o encontro de duas correntes migratórias.

A Colonizadora Norte do Paraná S.A. começou a desbravar a região Vale do Rio Piquiri, em 28 de setembro de 1958, encontrando terras férteis, consideradas “as melhores do mundo”.

Oscar Martinez foi o fundador da Cidade de Tupãssi, que em Tupi-Guarani significa “Mãe de Deus”. Esse nome originou-se, em 15 de dezembro de 1960, com a compra de uma de suas fazendas, no pantanal do Mato Grosso, que chamava Tupaci, na língua dos índios Kaduwéus (índios cavaleiros).

O Distrito de Tupãssi crescia, tanto no número de habitantes, quanto na agricultura. O Cartório do Registro Civil que existia naquela época registrou em 1962, o nascimento de 81 crianças. O número de registros aumentou para 251 em 1963 e 588 em 1964. Registrou-se também em Tupãssi, em 1962, apenas um casamento. No entanto, em 1963 eram 21; em 1964, 84 e até o dia 1º de setembro de 1965, haviam sido realizados 103 casamentos.

A pedido do Jornalista David Násser, na ocasião em que o embaixador Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Mello, iria se submeter a uma difícil intervenção cirúrgica nos Estados Unidos, mudou o nome Tupãssi para Assis Chateaubriand, em homenagem ao representante dos jornalistas brasileiros, imortalizando assim, o nome desse audaz pioneiro e semeador do progresso.

O Governador Paulo Cruz Pimentel, em solenidade realizada num barracão anexo à Paróquia Nossa Senhora do Carmo no dia 20 de agosto de 1966, criou o Município de Assis Chateaubriand, desmembrado de Toledo, elevando sua sede à categoria de cidade, cuja lei foi sancionada “in loco” (Lei n.° 5.389). Nesse dia esteve presente o embaixador Assis Chateaubriand, que em trecho de seu discurso disse: “A homenagem deveria ser prestada ao bandeirante Raposo Tavares, pois se não fosse ele o Paraná nunca haveria de ser brasileiro”.

No ano de 1983, através de consulta popular, a cidade passou a ter também um Slogan que identifica sua cultura, seus valores, passando a ser chamada de “Morada Amiga”.

Denominações já atribuídas ao Município de Assis Chateaubriand: Campo dos Baianos / Cidade Morena de 1952 a 1958; Tupãssi, de 1958 a 1966; Assis Chateaubriand, a partir de 1966; Morada Amiga (Slogan da Cidade) em 1983.

Aspecto cultural do município

Com a colonização mais pessoas oriundas de vários locais do país, na época Patrimônio de Tupãssi, aconteceu aqui o encontro de várias etnias, encontro esse que gerou um caldeirão de miscigenação de costumes, de valores e de crenças. A exemplo o estado do Paraná, procura e determina sua identidade cultural única, mas não consegue, pois cada região do Paraná tem suas características culturais e essas manifestações são respeitadas.

Desde os primeiros aqui chegaram, seus aspectos culturais bem evidenciados, onde que o gaúcho tinha suas características e o nordestino com o seu jeito típico, relatando aqui apenas dois exemplos, onde que tais valores sempre tiveram influências importante da igreja, pois a mesma fora uma grande percussora da colonização em todo o oeste do Paraná.

As origens, crenças e valores são o resultado de nossas manifestações culturais oriundas de todas as partes do Brasil, sendo que cada manifestação sempre fora respeitada, sendo uma característica de nossa gente, bem com foi a colonização de Assis Chateaubriand. Com esse movimento veio o chimarrão, o churrasco, a bombacha, a rapadura, a farinha de mandioca, o chapéu de couro, o vanerão, o forró, as folias de reis, as festas religiosas, as festas juninas, as festas de colheitas, a festa das nações homenagem para as nações aqui instaladas), bailes beneficentes, encontros musicais.

O município tem um destaque em toda a região através da música, dança, teatro, artes plásticas, literatura e em várias manifestações culturais que simbolizam a nossa cultura, como forma de viver. Tal encontro, vem somente ressaltar a influência do Nordestino, do Mineiro, do Gaúcho, do Paulista. Onde ficamos nessa identidade? Ficamos com uma identidade paranaense, que é vital e marca uma característica própria e com raízes aqui no Paraná e em Assis Chateaubriand, pois o Paraná é considerado uma síntese do Brasil e nosso município é o Paraná dentro do Paraná, pois somos o encontro de várias migrações.

Aspectos Econômicos do Município

O oeste do paraná comportou-se em tres fases: a primeira fase é da economia extrativista e de subsistência familiar nas décadas de 1950 e 1960. A segunda fase, concentrada nas décadas de 1970 e 1980, período de modernização na produção agrícola, sendo implantadas a cultura da soja, trigo, algodão e milho. A terceira fase é a nossa atualidade, ou seja, década de 1990 e o novo milênio, marcada pela diversificação na base agropecuária e pela busca de alternativas da agroindustrialização e de competitividade.

No início da colonização de Assis Chateaubriand, onde tudo era mata-virgem, a principal fonte de renda era a agricultura comercial e principalmente a agricultura de subsistência para os que aqui chegaram. A primeira forma de agricultura fora o cultivo de hortaliças, mandioca, feijão, arroz e milho, criação de pequenos animais: porco, galinha e gado. Com a derrubada das matas, a escala de produção aumentou, passando a plantar em grande escalas, culturas já numeradas e o café em áreas altas, ou seja, cabeceiras dos lotes devido ás geadas.

Com a introdução da lavoura branca, houve uma produção contínua, mesmo ainda com o plantio feito ainda manual, devido aos tocos e madeira derrubados nas propriedades. Surge assim em seguida o ciclo da hortelã, que empregou grande quantidade de gente, pois sua mão-de-obra era grande até a extração de óleo. Com a mecanização (década de 1960), com a entrada da soja no mercado, houve um êxodo rural, fato mundial, onde que parte da mão-de-obra fora absorvida por máquinas e implementos agrícolas, e com tal mecanização foram surgindo o algodão, o trigo e outras culturas até os dias de hoje. Vale apenas lembrar que a pecuária foi sempre constante na produção do município, sendo para a subsistência bem como para a comercialização.

Produção Agrícola

Algodão, arroz irrigado, amendoim das águas, arroz sequeiro, fumo, feijão das águas, feijão da seca, milho safrinha, milho safra normal, mandioca industrial, soja safra normal, trigo, banana, uva da mesa, alface, abóbora, abóbora-tetsukabuto (cabotiá), beterraba, batata doce, couve-flor, cenoura, feijão vagem, pimentão, pepino, repolho, capineira, semente de soja, semente de trigo, mudas essenciais flor nativas, soja orgânica,

Produção Pecuária

Bovinos, leite, bezerros, bezerras, garrotes, novilhas, touros, vacas para cria, vacas para corte, suínos, suínos-raça, ovos, ovos férteis de codorna, aves de corte, aves de postura, aves caipira, mel, cama de aviário, esterco de suínos/bovinos, alevinos, cat-fish, bagre, carpa, tilápia.

Personalidade local

Alessandro Mori Nunes, jogador de futebol.