Belém do Pará - PA
Belém do Pará - PA

Capital Belém do Pará - PA                             
Area (Km²)   1 247 689,515
Números de Municípios 143
População estimada em 2010         7 588 078

 

 
Cametá 1 - PA Cametá 2 - PA Cametá 3 - PA Cametá 4 - PA

Cametá - PA

Cametá - PA                                               Pará - PA                                                    
População 120.904
Cametá é um município brasileiro do estado do Pará.

Localiza-se a uma latitude 02º14'40" sul e a uma longitude 49º29'45" oeste, estando a uma altitude de 150 metros. Sua população estimada em 2006 era de 106 814 habitantes. Possui uma área de 3122,899 km². Foi elevada a município em 1635.

História

Cametá situado à margem esquerda do Rio Tocantins, linha do seu território habitados por nativos denominados de “Caamutás”. Em seu território habitavam outras tribos, todos pertencentes ao grupo étnico dos Índios Tupinambás.

A denominação Cametá, de origem Tupi, relaciona-se ao fato dos Índios Camutás, construírem nos troncos das árvores casas para espera de caça, conhecida também como “Caa-muta”, que em linguagem nativa, significa armação elevada de copa de árvore, pois “Caa” é explicado como Mato, floresta ou bosque e “Muta” como degrau, armação ou elevação.

Logo depois da fundação da cidade de Belém, os colonizadores foram atraídos pelas riquezas da região do Rio Tocantins. Apesar das lutas entre portugueses, franceses e holandeses, empenhados na conquista da Calha Amazônica, os portugueses utilizando-se da cruz e da espada fixaram-se à margem esquerda do Rio Tocantins por primeiro.

Em 1617, Frei Cristóvão de São José, religioso dos Padres Capuchos da Ordem de Santo Antônio, sobe o Rio Tocantins, desembarcando “numa margem de terra à esquerda do Rio”. É o início da civilização Cristã entre os índios Camutás. Agindo com persistência e paciência, atrai a tribo para próximo da ermida que havia construído. Começa, então, a serem habitadas as terras que Frei Cristóvão havia desbravado. Assentando os alicerces de futuras capitanias, o Capitão-Mor Feliciano Coelho de Carvalho, no ano de 1632, organiza uma expedição para combater os estrangeiros que invadiam a região. Dois anos depois, o Governador da Província criou a Capitania de Cametá em favor de Feliciano. O povoado é elevado à categoria de Vila, com o nome de Vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá, em 1635, tendo como Santo Padroeiro São João Batista.

De Cametá saíram varias expedições exploratórias, como a de Pedro Teixeira, em 1673, com o Padre Antônio Vieira. No começo do século XVIII, verificou-se a mudança da Vila, do local onde foi erguida inicialmente, para onde hoje está a cidade, lugar chamado pelos índios de Murajuba por causa do fenômeno natural da erosão de sua ribanceira (margem).

Em 21 de Outubro de 1848, Cametá obteve o status de cidade.

Em 1823, ocorriam no Pará lutas entre nacionalistas e conservadores, pois os portugueses continuavam a assumir os cargos de maior expressão no Governo da Província mesmo depois da Independência do Brasil. Vários motins se sucederam, ora dirigidos por uma corrente, ora por outra. Nesse mesmo ano, ocorre um fato que vem a acirrar mais ainda o ódio dos “nativos” contra os estrangeiros, fato que teve como principal agente o oficial inglês John Pascoe Grenfell, devido às mortes ocorridas no brigue Palhaço, o que elevou ao auge o descontentamento dos Nacionalistas. Nasceu assim a Cabanagem, explosão cívica de maior repercussão revolucionária na História da Amazônia e do Brasil Regência.

A cidade de Cametá teve papel destacado durante todo o movimento. Foi de Cametá que o Dr. Ângelo Corrêa saíu para Belém, atendendo ao chamado do Governo Cabano chefiado por Antônio Vinagre, para assumir a presidência da província. Após uma série de desentendimentos, não pôde assumir o governo. Retorna a Cametá onde deliberadamente toma posse do cargo perante a Câmara Municipal. Assim, por um breve período, Cametá foi a sede do Governo da Província. Reconhecidamente, Cametá sempre teve destacado papel na história do Estado do Pará.

O município passou pelos ciclos econômicos típicos da Amazônia. Assim, se favoreceu bastante dos ciclos da borracha e do cacau. O último, com bastante importância local, foi o da pimenta-do-reino, embora oficialmente não seja caracterizado propriamente um ciclo. Esses ciclos favoreceram algumas melhorias nas condições de vida da população.

Apesar de a cidade de Cametá ter sido declarada Patrimônio Histórico Nacional, poucos são os benefícios advindos disso que possam fomentar a tão importante atividade econômica do turismo. Não é visível a preservação dos prédios públicos e, particularmente, os de real valor histórico no município. A Câmara Municipal está praticamente em ruínas. Alguns documentos históricos estão no Museu de Cametá, embora sem catalogação. Parte do casario antigo da Primeira Rua foi demolido ou assolado pela erosão do rio, que já desgastou muito a orla da cidade. Ainda há a destacar os prédios antigos, como as igrejas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da Aldeia, da Matriz, o Grupo Escolar D. Romualdo de Seixas e a Prefeitura. Esses prédios integram um roteiro turístico chamado de Museu Contextual, organizado pela Secult.

Agora, com a tão ansiada energia elétrica de Tucuruí, gerada pelas usinas que represaram o Rio Tocantins, busca-se atrair capital para geração de renda e produção na cidade e nas vilas que também foram beneficiadas.

Um exemplo desse movimento é a Fazenda Dulluca, que, através da fruticultura, busca geração de trabalho e renda para a comunidade Livramento, onde está situada. Atualmente, algo que traz muita renda para a cidade é o carnaval, conhecido como sendo o melhor de todo o Pará. Bastante cultural e alegre, o carnaval de Cametá chega a dobrar o número de habitantes da cidade durante o evento.

Geografia

Clima

Segundo a classificação de Koppen, o clima da região enquadra-se no grupo A, que corresponde a clima úmido tropical, tipo Ami, que assim se qualifica; média mensal, com temperatura mínima superior a 18º C, estação de pequena duração e umidade suficiente para manutenção da floresta e amplitude térmica que não ultrapassa 5º C. Há ligeira variação para tipo Aw, com chuvas que apresentam incidências maiores em fevereiro e abril. A temperatura do ar apresenta-se elevada, com média de 26,3° C, máxima de 32, 4° C e mínima de 24,1° C. A umidade relativa do ar está sempre acima de 80%. Em Cametá a precipitação pluviométrica está regulada em cerca de 2.202mm anuais, sendo Abril considerado de maior pluviosidade.

Vegetação

A cobertura vegetal do município de Cametá é constituída pela floresta dos Baixos Platôs, pela Floresta Densa Aluvial e pelos Campos Gerais. A primeira formação vegetal reveste as terras firmes e constitui-se de árvores docotiledôneas de porte elevado, dentro das característics de composição e aparência da floresta úmida perenifólia. As florestas aluviais nas áreas próximas aos rios, onde existe a influência de inundações periódicas ou esporádicas. Nestas áreas estão presentes espécies como o açaí e buriti. Os campos gerais são formações herbáceas graminisas a subarbustivas que recbem solos arenosos de natureza hidromórfica. É importante a preservação rasteira, onde predomina a flor-do-campo.

Hidrografia

Na hidrografia do município, o rio de maior importância é o Tocantins, que atravessa no sentido Sul-Norte, dividindo-o em duas partes. Apresenta seu curso bastante longo, e fracamente navegável. No seu curso, dentro do município, aparecem cerca de noventa ilhas, com a presença marcante de furos e paranás, não possuindo neste trecho, nenhum afluente importante. Existem, entretanto, rios independentes e paralelos ao rio Tocantins, tais como: Mupi, Cupijó e Anauerá, este determinando o limite natural, a Oeste, entre Cametá e Oeiras do Pará. Na porção oriental do seu território, destacam-se o rio Cagi, limite Leste com Igarapé-Miri e, a Sudeste, o rio Tambaí limitando este Município com Mocajuba. A importância do Tocantins, no Município, é enfatizada pela ligação que mantém com inúmeros paranás, igarapés, furos, braços de rios, que se interpenetram no grande número de ilhas, onde se concentram povoados e aglomerações relativamente habitados.

Relevo

A região encontra-se representada por uma unidade de relevo denominada Planaltos Rebaixados da Amazônia. Esta unidade é uma extensa superfície conservada de Pediplano Pleistocenico, formado por um conjunto de relevos tabulares rebaixados com cotas altimétricas que variam entre 200 a 300 metros, englobando sedimentos da Formação Barreiras. Seu relevo ligado à sua configuração apresenta formas que são caracterizadas por baixos tabuleiros, sujeitos, constantemente, à erosão fluvial que se processa no baixo curso do rio Tocantins, justamente no lado em que está localizada a sede do município. Isto leva ao desmoronamento das Falésias da frente da cidade e adjacências, que vem prejudicando o seu estilo urbano. Seu relevo insere-se na unidade morforestrutural do Planalto Rebaixado da Amazônia (Baixo Amazonas).

A topografia do município reflete a simplicidade da estrutura geológica. Por situar-se nas áreas de várzeas, terraços e baixos platôs. A geologia do território, que abriga o Município de Cametá não foge às características de toda a região do Baixo Tocantins. Na sua característica geológica de natureza sedimentar, estão os sedimentos terciários de Formação Barreiras, à montante da cidade de Cametá até a ilha do Jutaí. A predominância, entretanto, é de sedimentação Quaternária Subatual e Recente, constituída de material consolidado (areias, siltes, argilas e cascalhos), que se estendem extensamente, para o interior do município, constituindo os grandes campos naturais do Baixo Tocantins.

Universidades

    Universidade do Estado do Pará
    Universidade Federal do Pará.