Belém do Pará - PA
Belém do Pará - PA

Capital Belém do Pará - PA                             
Area (Km²)   1 247 689,515
Números de Municípios 143
População estimada em 2010         7 588 078

 

 
Capitão Poço 1 - PA Capitão Poço 2 - PA Capitão Poço 3 - PA Capitão Poço 4 - PA

Capitão Poço - PA

Capitão Poço - PA                                     Pará - PA                                                      
População 51.899
Capitão Poço é um município brasileiro do estado do Pará.

Localiza-se a uma latitude 01º44'47" sul e a uma longitude 47º03'34" oeste, estando a uma altitude de 73 metros. Sua população estimada em 2004 era de 52 055 habitantes. É mais conhecido por ser um grande produtor de laranja.

História

Sua história está vinculada de maneira direta ao processo do chamado avanço das frentes pioneiras que resultaram na instalação de imigrantes, originários de outras partes do território. Para ser constituído como município houve necessidade de desmembrar área patrimonial do município de Ourém.

Origem

Capitão Poço recebeu este nome em homenagem ao explorador conhecido pelo nome de Capitão Possolo, o mesmo que integrou parte da caravana de pioneiros que no mês de junho de 1945 , chegou até local onde hoje se localiza a sede do município, ele era um pirata cuja nacionalidade supõe-se que foi espanhol ou peruano, porém devido a dificuldade na pronúncia, passou a chamar-se Capitão Poço.

Outra versão é que um homem chamado Capitão Possôlo teria morrido nas margens de um Igarapé, e sendo dado a este o nome de Capitão Poço. E também outra que os caboclos moradores da beira desse igarapé consideram CAPITÃO como sendo patente, assim por anologia, denominaram CAPITÃO POÇO ao maior POÇO encontrado no referido igarapé e daí o nome de Capitão Poço.

Fundação

No dia 15 de junho de 1945, chegavam a Capitão Poço 15 colonos nordestinos vindos na maioria de Arraial do Caeté e Peixe-boi. Fizeram o percurso de Ourém à Capitão Poço, em um dia e meio de viagem aproximadamente, abrindo picadas pela mata, nesse local iniciaram as primeiras plantações próximo ao igarapé, caracterizando o início de uma colonização, fizeram o primeiro roçado com a dimensão de 105 tarefas. Capitão Poço naquele tempo era mata pura, onde só existiam indios e madereiros que penetravam explorando a madeira de lei, especialmente CEDRO e FEIJÓ, eram tiradas e conduzidas em forma de jangadas pelo igarapé CAPITÃO POÇO e pelo RIO GUAMÃ, para serem vendidas principalmente em São Miguel do Guamã. Os pioneiros que chegaram foram: Rogério Gomes Coutinho, Irineu Gomes Coutinho, Joaquim Gomes Coutinho, Joaquim Ferreira Coutinho, Francisco Gomes Coutinho, Antonio Gomes Coutinho, Francisco de Paula Aguiar, Miguel Coutinho Aguiar,José Coutinho Aguiar, Manoel Apolônio de Souza, Luiz Marques Paiva, José Alves dos Santos, João Bento Barros, João Marques Paiva e Victor Rodrigues Pessoa.

Em janeiro de 1946, chegavam à esta localidade, mais dois pioneiros, que eram: Raimundo Alves Bezerra e Gracindo Laurindo de Souza. Assim durante o ano de 1946 chegaram outras famílias que se localizaram as margens do Igarapé Capitão Poço nesta localidade.

Em 24 de janeiro de 1947, nascia a primeira criança, nesta localidade de Capitão Poço, era filho do senhor Francisco de Paula Aguiar e Rosena Marques Aguiar, que recebeu o nome de Raimundo Marques Aguiar.

Em 25 de março de 1947, foi celebrada a primeira missa na residência da senhora Filomena Coutinho, pelo Padre Miguel Maria Giambelli, atualmente Bispo da Diocese de Bragança, nesta data foi batizado a primeira criança nascida nesta localidade.

Segundo o Bispo de Bragança D.Miguel Maria Giambelli , na época coadjutor da paróquia de Ourém, na segunda quinzena de março de 1947 , um caçador trouxe-lhe o convite de três famílias cearenses, localizadas até então em um lugarejo desconhecido e perdidos na imensa floresta virgem que ocupava toda a área onde hoje surge a cidade de Capitão Poço. O convite era pra celebrar uma missa e batizar a primeira criança nascida no vilarejo.

No ano de 1948 , foi marcado principalmente pela construção da primeira igreja católica. A sua construção era em taipa e coberta de cavacos tendo como padroeiro Santo Antonio Maria Zacarias. Esse nome foi sugerido pelo Padre. Miguel Giambelli por ser o fundador dos padres Barnabitas, congregação da qual ele fazia parte.

Em 1949 surgiu a primeira barbearia, que era de propriedade do senhor Manoel Barbeiro.

De 1947 a 1950 foi construída a estrada que liga Capitão Poço a Ourém , Isolando assim a vila de Igarapé –Açu. Em 1951, entrou o primeiro carro de propriedade do senhor MANOEL AIRES.

De 1952 a 1953 continuavam chegando mais famílias a esta localidade, com elas, veio o primeiro dentista de nome Joaquim de SouzaBraga, conhecido por Braguinha e a primeira professora, que foi a Senhora Flora Alves Bezerra.

No início da década de 60 existiam no local do primeiro roçado um total de 300 casas, distribuídas numa rua principal e algumas travessas. E bom salientar que desde a colonização até o momento atual a população de Capitão Poço foi predominantemente constituída por nordestinos que vinham incentivados por parentes e amigos que já estavam em Capitão Poço, ou mesmo atraídos pelas notícias sobre o lugar.

Verificando o crescimento dessa então parte do município de Ourém, o Governo do Estado tomou providências no sentido de regularizar o loteamento das terras para os colonos. Para isso uma área de 576 Km pertencentes um japonês, foi desapropriada juntamente com outras áreas do Estado para ser ocupada pelo colonos. A facilidade em adquirir Lotes sem pagar e o bom resultado da produção Agrícola, despertou Otimismo entre eles.

Em 1961 a Assembléia Legislativa cria uma comissão de redivisão territorial. Nessa oportunidade, o Deputado Avelino Martins apresentou um projeto, propondo a criação do município de Capitão Poço. Após os estudos necessários, foi aprovada a lei Nº 2.460 de 29 de Dezembro de 1961, e devidamente sancionada pelo Governador Aurélio Corrêa do Carmo, e foi instalado oficialmente em 25 de Maio de 1962. Em cumprimento a Lei, o governador do Estado nomeou o senhor FRANCISCO FARIAS DE ALBUQUERQUE o primeiro interventor de Capitão Poço, função esta ocupada pelo mesmo até a posse do grupo dirigente referendado pelas Urnas nas eleições Municipais.

A 15 de Novembro de 1961 houve a primeira eleição para eleger o primeiro Prefeito e a Câmara Municipal. Com base no resultado do pleito Municipal de 1961 ficou referendada a distribuição dos cargos públicos da seguinte forma: PREFEITO: Raimundo Carvalho Siqueira VICE-PREFEITO: Miguel Coutinho Aguiar VEREADORES: Manoel Apolônio de Sousa, Joaquim de Souza Braga, Edmundo Ribeiro Tork, Raimundo Alves de Oliveira (renunciou e foi substituído por José Rosa Sobrinho), Pedro Venâncio da Silva, Abdias Gildo Pereira e Virgílio Medeiros de Aguiar. A posse deu-se no dia 23 de dezembro de 1962 e permaneceram no poder até 31 de Dezembro de 1966. Ainda no ano de 1962 chegava o primeiro médico a residir nesta Cidade, o Doutor Edílson Abreu, juntamente com o Pretor Dr. Romão Amoedo.

O JORNAL

O município conta também com o jornal “Informativo Popular”, que foi fundado em março de 1997, tendo a ultima edição da primeira etapa em dezembro de 1997, com oito páginas. Formato de tablóide, o primeiro mês exemplar teve distribuição gratuita. O sistema de serigrafia era realiza da grafica do Flávio Cruz “Gráfica Aquarela”, com três mil exemplares. Na época o diretor responsável era Flávio Cruz em parceira com Genádio. Na segunda edição, o jornal tinha dimenções maiores,ou seja,igual a de hoje. partir de junho passou a ser impresso em OFF SET cp, Genaldo seu irmão sendo seu parceiro, entretanto com o lado finaceiro, sendo que o Círia continuava auxiliando na escrita. Até então o jornal era em preto e branco, tendo sua ultima edição em dezembro em virtude da mudança de Genádio para Belém. Genádio voltando a Capitão Poço resolveu retomar seu trabalho de jornalista e produziu sua nova edição em janeiro de 2005, destavez o jornal continha doze páginas com capa e contra capa em cores. A matéria de maior impacto no retorno foi o impasse na prefitura local. Em junho duas páginas das ja existentes passaram a ser reproduzidas em cores. Endereço atual da redação: Avenida Moura Carvalho, nº 1555

MEIOS DE TRANPORTE EXISTENTES

O transporte terrestre no município é composto por carros de pequeno e grande porte, particulares e de empresas privadas como: TRANSCORINTO, TRANSERALDO E BOA ESPERANÇA, ônibus os quais fazem linha de intercomunicação com municípios visinhos e a capital do estado, e outros transportes como motos, bicicletas e charretes. Não ha linhas de ônibus circular. Quanto ao transporte fluvial, é mais utilizado pela população ribeirinha.

As rodovias mais importantes que cortam o município, permitindo a integração intermunicipal são: PA -124 – Ourém – Garrafão do norte – Nova Esperança do Piriá e PA – 253 – Iritúia. Em 1951 entrou o primeiro carro aqui em Capitão Poço, que era de propriedade do senhor Manoel Aires.

SERVIÇO DE SANEAMENTO BÁSICO O município possui serviço de abastecimento de água sob a administração da Companhia de Saneamento do Pará (COSANPA), fundada em julho de 1976. A captação de água é feita através de uma bateria de poços artesiano localizados no subsolo a aproximadamente doze metros de profundidade em média. A agua sagada por um sistema de vácuo para em seguida ser armazenada em reservatórios para ser feira sua distribuição.

A água é distribuida para as residências através de canalização de redes, todas em PVC com ramais individuais.

Hoje temos pertencentes a COSANPA, o centro com vinte e trêz poços e distribuídos nos seguintes bairros: Goiabarana, IPASEP II e a Prefeitura com seio micro-sistemas, A cCOSANPA recomenda que apesar de termos água de boa qualidade é necessário que tenhamos certos cuidados como: o uso de filtros e esterilização devido as quebras de redes. Nos vazamentos acontecem infiltrações na rede de distribuição podendo chegar até as residencias. A cidade não possui sistema de esgotamento sanitário, são adotados o uso de fossas do tipo séptica e negra para a destinação de dejetos.

SAÚDE Em Capitão Poço existe UBS do tipo II (Unidade Básica de Saúde) sua inauguração foi no mês de dezembro de 1978. O município oferece os seguintes atendimentos: PASMIC (Programa de Assistência a gestantes e nutriceses); PASC( Programa de assistência a criança); imunização (vacinas); Consultas médicas com 16 atendimentos para cada médico; Serviço Ambulatórial e Laboratorial; Consultas de infermagem; Tratamento de TB (tuberculose); MH(mal de hanseníase); Hipertensos; Doenças mental (medicamentos controlados); Tratamento odontológico; PCCU (preventivo); Teste do pezinho; Diabéticos.

São atendidas em média 16 crianças e 16 gestantes por dia.

Existem postos de saúde em algumas localidades do interior como: Açaiteua; Arauaí; Boca Nova; Capitão Pocinho; Caraparú; Igarapé Açu; Nova Colõnia; Induazinho; São Pedro; Pacuí Mirim

Em Santa Luzia, o atendimento é oferecido pelo PSF( Programa de Saúde da Família).

Existem ainda outras formas de atendimento médiico a nível particular ou com convênio como: hospital, clínico e consultório particulares.

O MUNICÍPIO

ZONA URBANA As famílias pioneiras que iniciaram a colonização do lugar, em 1946, estabeleceram-se próximas ao Igarapé Braço do Antero. A rua principal, trecho da PA - 124, atual Avenida 29 de Dezembro foi o berço da vila de oito casas e da pequena Igreja, sítio inicial da Cidade de Capitão Poço.

No ano da emancipação, 1961, o núcleo urbano era constituído basicamente pela Avenida 29 de Dezembro e por algumas poucas travessas que partiu do seu lado esquerdo em direção às margens do igarapé. Do outro lado da Avenida, localizavam-se a Praça da Igreja e atrás dela o Cemitério.

A população Urbana era de 6.663 habitantes, equivalentes à metade da população rural de 13.286 habitantes feitas a partir de dados censitários.

Em apenas 3O anos a população urbana alcançou o patamar de 15.191 habitantes, os limites da cidade ultrapassaram a faixa de 300 hectares. Hoje em dia, Capitão Poço é um pólo importante em sua região, ocupando a posição mantida até então por Ourém, de onde se originou.

Entrei 1961 e 1970, de uma pequena ocupação o povoado cresceu para uma extensão de aproximadamente 40 habitantes. Embora esta área seja equivalente a menos de dois lotes agrícolas, representa um grande crescimento para um período de apenas 9 anos. O sítio inicial se expandiu até às margens do Igarapé Braço do Antero, formando o que é o Bairro Central.

Em 1971e 1980, a área do sítio urbano aumentou aproximadamente para 120 hectares o que representa um crescimento em tomo de 2000/0 no período. Nesse movimento de expansão, a cidade atravessou o Igarapé Braço do Antero, rumo a Oeste, ultrapassando ainda o Igarapé Goiabarana, formando dois novos bairros, Tatajuba e Goiabarana. Essa nova ocupação alcançou as áreas alagadas próximas aos igarapés, iniciando-se um processo ele aterramel1to de algumas dessas áreas, inclusive do próprio leito dos igarapés, surgindo também números de edificações sobre os mesmos.

Nessa década começaram a despontar como artérias importantes, além da Av. 29 de Dezembro as Travessas Tatajuba e 23 de Dezembro e a Rua Moura Carvalho.

No início de 1981, a pressão exercida pelo crescimento populacional resultou no surgimento de grandes loteamentos promovidos tanto por particulares quanto pela administração municipal. Dessa forma, a área do sítio urbano atinge aproximadamente 345 hectares, resultante de um crescimento da ordem de 200% em relação ao espaço físico territorial ocupado na década anterior. Nesse período, consolidou-se a ocupação dos bairros mais importantes: Centro, Tatajuba e Goibarana, bem como a ocupação ao longo da Avenida 29 de Dezembro concentradora de atividades, e, portanto estruturadora do espaço urbano.

A cidade apesar do seu crescimento a população sofrem com falta de saneamento e também das placas indicativas de trânsito. O núcleo urbano é composto de 13 bairros que são: Centro, Tatajuba, Goibarana, Gasolina, DER, Conjunto dos Professores, Marupá, Jardim Tropical, Vila Nova, Vila Providência, Coutilândia, JR e Eurico Siqueira.

Na zona urbana estão localizados: prédios, casas, bancos, lanchonetes, lotérica, correios, terminal rodoviário, lojas, supermercados, escolas, universidade, prefeitura, câmara municipal, igrejas, hospitais e vários clubes e associações como: Lions, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Associação Lamparina, Sintep, AABB, Surucuá, Clube dos Compadres, Associação dos Idosos e Pastoral da Criança dentre outras.

LIMITES Os limites do Município de Çapitão Poço são marcas reais ou imaginárias que tração o município, ou seja, que determinam seu tamanho, seu formato e o lugar exato onde se localiza.

O Município de Capitão Poço limita-se ao Norte, com o Município de Ourém, etcse limite é indicado pelo rio Guamá;

O Leste com o Município de Garrafão do Norte;

Ao Sul com o Município de Santa Luzia do Pará;

E a Oeste, com o Município de Iritua.

CLIMA Em Capitão Poço o clima é quente e úmido, apresentando temperaturas elevadas que variam de 26°C a 33°C apesar do calor durante o ano todo chove muito, o que faz do nosso clima equatorial.

VEGETAÇÃO No nosso município se desenvolvem naturalmente diferente tipo de plantas, que forma a vegetação original ou natural, sendo predominante, as matas de igapó: As florestas com árvores próximas uma das outras também fazem parte da nossa região e também da nossa vegetação original, de formaa agressiva, ao meio ambiente: desmatamento, queimadas e destruição dos igarapés são fatores comuns que contribuem para a destruição da natureza. Por isso, temos que preservar para assegurar um futuro melhor para todos os seres vivos existentes no planeta.

HIDROGRAFIA O município é cortado por vários igarapés, possui vários rios como: o Rio Induá, o Rio Tauari, Arauaí, Iacaiacá, Igarapé Açu, Braço do Antero e Goiabarana, sendo os dois últimos que banham a sede do município formando um terceiro Igarapé chamado Capitão-Poço. O único rio do município é o Guamá., faz divisa com os Municípios de Ourém e Garrafão do Norte.

ECONÔMIA Toda a economia do município se apóia nas atividades agrícolas - em primeiro plano - e na pecuária. O comércio e a prestação de serviços têm importância secundária, mas relevante, atrelados à atividade básica, enquanto a indústria é incipiente.

Confirma-se tal situação pelo modo como a população economicamente ativa está distribuída pelos diversos setores. Segundo dados da prefeitura, o setor agrícola absorve 70% do total da população, com 40% na citricultura. Cerca de 10% estão envolvidos na pecuária. O comércio absorve 15% e os 5% restantes se dividem entre as demais atividades - indústria e extrativismo.

Para melhor entendimento, são descritos a seguir os aspectos referentes a cada setor, apesar do tema economia ter sido discutido nos fóruns de forma globalizante. Por isso, ao final da descrição, apresenta-se os quadros resumos tal e qual foram produzidos nas reuniões.

AGROPECUÁRIA A economia de Capitão Poço, desde sua colonização está relacionada à agricultura, iniciando com cultivos' de substância para, em período relativamente curto, desenvolver culturas industriais, atingindo posição de destaque em algumas delas. Na década de 70, sobressaíram-se as produções de pimenta-do-reino e algodão que, por se tratarem de culturas de exportação, foram responsáveis por um período áureo da economia do Município, permitindo que os produtores aumentassem seus lucros, investindo na bovinocultura de corte e dando início ao processo de mecanização agrícola. Em 1977, o agricultor Antônio Soares Neto introduziu a cultura da laranja, com apoio da Secretaria de Estado de Agricultura - SAGRI e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará - EMATER/PA. As condições favoráveis de clima, solo e mercado, aliadas ao interessedÓs-ag-rícuif6res, proporcionaram incremento considerável ao cultivo da laranja em Capitão Poço, que hoje tem, aproximadamente, dois milhões de pés, privilegiando o Município com o maior produtor da Região Norte. A produção de leite, vem evoluindo significativamente, embora haja necessidade de melhorar o rebanho com a aquisição de reprodutores e matrizes de boa qualidade. O quadro 6 permite observar essa evolução no triênio 89/91. No setor agropecuário, a terra é tido como um dos principais meios de produção e considerada também como fator de estabilidade sócio-econômica. Segundo dados do IBGE, 93% dos estabelecimentos rurais possuem áreas inferiores a 100 ha, ocupado cerca de 75.000 ha (quadro 7). Em contrapartida, apenas 0,1% do total de estabelecimentos representam mais de % da área rural do Município, demonstrando claramente uma forte concentração de terra. Essa situação, entretanto, poderá ser modificada, pois segundo a determinação do Decreto Federal n° 433, de 24 de Janeiro de 1992, e informações do INCRA, estão previstas as desapropriações dos imóveis denominados "Fazenda Simeira" e "Fazenda Cia. Agropecuária", localizadas ao sul do Município, onde já residem cerca de 2.000 famílias. Segundo ainda o INCRA, deverão ser assentadas outras 2.000 nessa área e em áreas de municípios vizinhos. Observa-se que a maioria dos agricultores do Município ainda não possuem título definitivo de terra, o que vem prejudicando sobremaneira um crescimento mais significativo do setor agropecuário, principalmente no que diz respeito ao crédito rural, uma vez que o documento de propriedade quase sempre $ considerado imprescindível. Entretanto; as pequenas famílias que habitam as áreas chamadas "patrimônio", já estão com seus processos de regularização de terra em tramitação no INCRA, encaminhados pela Prefeitura Municipal. Até a década passada, foi o crédito rural um dos principais responsáveis pelo crescimento do setor agropecuário do Município. Na época ,coube ao Banco do Brasil a maior parcela dessa responsabilidade, quanto a cultura de subsistência e de exportação, além da criação de bovinos de corte, foram impulsionados. O algodão não continuou despontando como um dos principais cultivos da região, por terem sido tanto o fomento quanto a comercialização monopolizadas por uma única firma ¬Capanema Agroindustrial S/A. Sem concorrência e com preços pouco satisfatórios e oscilantes no mercado externo da época, o decréscimo da produção foi inevitável. Após a promulgação da Carta Magna de 1988, teve início o programa do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte-FNO, através do qual já foram elaborados projetos pela EMATER/PA, envolvendo as culturas do maracujá e da laranja e aquisição de implementos agrícolas para alguns agricultores de Capitão Poço. Durante todo o período, desde a década de 60, o serviço de assistência técnica e extensão rural, através da EMATER/PA, vem tendo um papel fundamental no desenvolvimento de Capitão Poço. Papel este conquistado através do repasse de novas tecnologias de produção, adaptadas à realidade local, assim como no fortalecimento do trabalho de organização comunitária. Hoje, com a elaboração e a implementação de programas e projetos de apoio à família rural - respaldados na discussão conjunta dos problemas locais, associados ao contexto sócio, político, cultural e econômico global - espera-se envolver de forma concreta todos os segmentos da sociedade civil e pública, formal e informal na busca de soluções viáveis e melhor adaptadas à realidade, resgatando-se o preceito de plena cidadania do homem do campo, no exercício do processo de municipalização de todas as ações.

EXTRATIVISMO O extrativismo em Capitão Poço, de forma geral, está associado ao rande poder econômico. Inclui-se nesta observação a exploração da madeira-de-lei que no Município é expressiva, apesar de ter apresentado um ligeiro decréscimo entre 1983 e 1987, conforme se pode verificar pela quantidade e valor da produção da madeira em tora. Pelo número e porte das serrarias existentes (oito de médio porte), todas localizadas na sede do Município, pode-se inferir que o beneficiamento da madeira não é responsável pela maior parte do volume extraído, presumindo-se, portanto, que esta se destina a outros municípios. Essa incerteza quanto ao destino da produção da madeira deve-se principalmente ao isolamento da área ao sul do Município em relação ao distrito sede, contraposto a facilidade de acesso aos municípios vizinhos de Mãe do Rio, Aurora do Pará, Ipixuna do Pará e Paragominas . Evidencia-se, ainda, que a falta de fiscalização sobre essa atividade compromete também a arrecadação de impostos pelo Município. Dessa forma, fica claro que uma das medidas de controle da exploração madeireira depende da expansão da malha rodoviária do município, que facilite a fiscalização mais rigorosa pelos órgãos competentes. O extrativismo mineral se restringe à exploração de brita e, com menos expressividade, de areia, barro e pedra para fins de construção civil. A primeira ocorre na fazenda GRUPO JANASA, que se encontra momentaneamente suspensa, em virtude do processo de tombamento da área iniciada pela Prefeitura junta à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente. Vale ressaltar que essa atividade vinha ocorrendo de forma depredatória, uma vez que utilizava explosivos na extração do minério, o que comprometeu também o entorno da cachoeira localizada na mesma fazenda e que motivou o pedido de tombamento. A preocupação da população local com o aproveitamento irracional das riquezas naturais do município manifestou-se nos fóruns, sendo indicada como solução, entre outras, a discussão de critérios para exploração e comercialização racional da produção mineral e madeireira.


INDÚSTRIA Representado o setor secundário da economia, as indústrias existentes em Capitão Poço, quantificadas no quadro 9, não constituem um cenário satisfatório ao beneficiamento da produção extrativista e da agropecuária. Nesses termos, a maior representatividade se dá na indústria madeireira, serrarias e algumas usinas de beneficiamento de arroz, localizadas na própria sede municipal. Outras atividades industriais são de linha semi-artesanal ou manufatureiras, como metalurgia, movelaria, sorveteria e padaria, que mesmo somadas às primeiras não caracterizam a relevância deste setor para a economia do Município. Capitão Poço hoje ostenta hoje a posição de maior produtor de laranja do Pará, abastecendo a capital e até mesmo outros estados, mantendo também a boa produção de maracujá e pimenta-do-reino, além de já existirem estudos e experiência de aclimatação e implantação, por parte da EMATER/PA, da cultura de acerola. Com um quadro agropecuário bastante desenvolvido, mas com tendência a crescer até mesmo na produção de gado de corte e de leite - seria de grande importância ao impulso da economia do Município, além de trazer novos horizontes aos produtores, a viabilização do beneficiamento da produção do setor primário. Confirmando estas afirmativas, foram levantados como problemas do setor, nos Fóruns Urbano Rural, a falta de uma fábrica para beneficiar laranja, maracujá e acerola e a insuficiência de leite natural para o consumo. Lógicas, as soluções sugeridas foram a construção de uma fábrica para o beneficiamento destes produtos, o incentivo à produção de leite no município o aproveitamento do leite para a fabricação de seus derivados. Medidas que poderão ser viabilizadas através de incentivo das instituições governamentais e da iniciativa privada; elaboração de projetos; criação de minifábricas para o aproveitamento dos frutos ao nível de comercialização; agilização no processo de legalização da terra; além de uma maior divulgação da política agrícola.

COMÉCIO E SERVIÇO

A atividade comercial na cidade de Capitão Poço é bastante intensa e desenvolvida, conforme se pode observar pela quantidade de estabelecimentos de médio e pequeno portes, bem como pela variedade de mercadorias à disposição, Esta característica se deve não só à própria dinâmica interna do Município, como também á atração que o mesmo exerce sobre os municípios vizinhos de Ourém, Garrafão do norte e Nova Esperança do Piriá. Salienta-se que muito dos produtores ofertados estão associados à vida no campo, como artigos e equipamentos para a agropecuária, o que se justifica pelo o fato da economia local estar sustentada nesse setor. Outra especificidade do comércio local é a não interrupção do funcionamento no período de almoço, comportamento que se ajusta ao horário de partida dos ônibus para as localidades do interior, permitindo à população do campo aproveitar, da melhor maneira possível, o tempo de permanência na cidade para resolver problemas diversos e, ainda, abastecer-se antes da partida.