Belo Horizonte - MG
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Capital               Belo Horizonte - MG                             
Area (Km²)   586.528.293
Números de Municípios 853
População estimada em 2010           19.595.309

 

 
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Alvarenga - MG

Alvarenga - MG                                         Minas Gerais - MG                                  
População 4.444
Alvarenga é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

Sua população estimada em 2004 era de 4 806 habitantes.

História

A História de Alvarenga tem ligação profunda com o "Cuieté". A exploração do Cuieté está ligada aos bandeirantes paulistas, que em fins do século XVI e início do século XVII já passavam pela região na preia de índios e na busca de ouro e pedras preciosas. Por volta de 1734 o lugar teve princípio como uma guarda para obstar agressões dos índios puris e botocudos, e mais tarde foi transformado em presídio para abrigar malfeitores, conhecido como degredo do Cuieté. Em 1746 já havia ordem real para exploração de suas lavras, um ano antes da criação da cidade de Mariana, que ocorreu através da Carta Régia de 23 de abril de 1745. Portanto Cuieté em princípio pertenceu à Diocese de Mariana e ao seu termo, mas a jurisdição daquela paragem era reivindicada pelo termo de Vila Nova da Rainha. Mais tarde o arraial recebeu o título de freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Cuieté, situado à margem direita do Rio Cuieté, nas proximidades do Rio Doce. Na segunda metade do século XVIII, os governadores e capitães-generais Luís Diogo Lobo da Silva, Conde de Valadares, D. Antonio de Noronha e D. Rodrigues José de Meneses, muito se esforçaram no desbravamento, descobrimento e aproveitamento dos sertões de Cuieté, mandando abrir estradas, no sentido da exploração do ouro, incentivando e animando os povos com favores, aumentando o número de forças destinadas a repelir os ataques do gentio, de maneira que por estas e outras providências foi florescendo a agricultura naqueles lugares, em razão das terras fertilíssimas, onde até a pouco tempo só os bárbaros trilhavam. Pelas estatísticas levantadas na época, o Arraial era pequeno, tendo uma Igreja Curada, 69 fogos e 243 almas. A distância de Mariana era de 50 léguas.

Inicialmente Alvarenga pertenceu à Freguesia do Cuieté, pois toda uma extensão de terras que hoje abrange dezenas de municípios no Vale do Rio Doce pertencia ao Cuieté. A Freguesia do Cuieté pertencia ao Termo de Mariana, em 1771, depois a Ponte Nova, em 1857 e a Manhuaçu em 1877. Já no despertar da República, o lugar era conhecido como Bocayuva, em homenagem ao político Republicano Paulista, Quintino Bocayuva, Ministro das Relações Exteriores do Governo de Deodoro da Fonseca. Com a criação do município de Caratinga, através do Decreto Estadual nº 16 do Presidente de Minas Gerais Dr. José Cesário de Faria Alvim, em 6 de fevereiro de 1890, foi criado o Distrito de Bocayúva. Em 1902 foi elevado à categoria de Arraial, pertencendo ao Termo de Caratinga, Comarca de Manhuaçu, passando a ser chamado de Floresta, devido à grandiosidade de suas florestas. O lugar também foi chamado de Montanha, devido à Cordilheira do Bananal, o mais elevado monte conhecido naquela época no Vale do Rio Doce, sendo anexado ao município de Itanhomi, pela Lei Estadual 843, de 7 de setembrode 1923, que criou o municiípio de Itanhomi, que oficialmente foi instalado em 7 de fevereiro de 1926.

Através da Lei nº 148 de 17 de dezembro de 1938, pela Divisão Judiciária do Estado, chamado de Decreto-Lei do então Governador do Estado Benedito Valadares, o antigo Lajão desmembrou-se de Itanhomi, passando a chamar Conselheiro Pena e Alvarenga passou a pertencer ao novo município. Em 1945, através do Decreto-Lei nº 1.048 de 31 de dezembro de 1945, foi elevado à categoria de Vila com o nome de Alvarenga, dado ao principal Córrego do lugar, homenagem a um dos primeiros moradores da Barra do Ribeirão do Alvarenga. Em 1962 emancipou-se como município, através da lei Estadual nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962. No dia 1 de março de 1963, foi instalada a Cidade de Alvarenga, tendo como Primeiro Intendente Simeão Pena de Farias, que governou até 31 de agosto de 1963, passando o governo para o primeiro Prefeito eleito em 30 de junho do mesmo ano, Antonio de Sousa Peixoto, que governou até 1967. A partir daí tivemos as seguintes administrações: José Carlos Martins (1967/1971); Oswaldo Pereira de Oliveira (1971/1973); Joaquim Borges de Melo (1973/1977); José Pedro de Oliveira (1977/1983); Joaquim Borges de Melo (1983/1988); Gumercindo de Freitas Neto (1989/1992); Homero João Peixoto de Freitas (1993/1996); José Raimundo (1997/2000) Homero João Peixoto de Freitas (2001/2004); José Pedro de Oliveira (2005/2008) e Maria Izabel da Silva Neto (2009/2012). No fim do século XVII e meados do século XVIII, na época da exploração aurífera pelos paulistas, o Ribeirão do Alvarenga teve suas faisqueiras de ouro exploradas, logo após a descoberta do "Primeiro Ouro de Minas Gerais", em 1693, na "Casa da Casca", hoje Cuieté Velho, no Vale do Rio Doce, pelo Taubateano Antonio Rodrigues Arzão.

Alvarenga foi também habitada pelos índios Botocudos, conforme vestígios em nossas terras, tanto pela descendência de algumas famílias, como pelos objetos encontrados na região. Os Botocudos mais próximos habitavam a região de Cuieté, Bananal e Rio Manhuaçu. No Período Colonial representavam grande obstáculo para a tão desejada "Conquista do Cuieté", e ocupação do Vale do Rio Doce, conforme pretensão do Governo Colonial, através da estrada aberta entre Vila Rica e Cuieté. Em 1781, quando D. Rodrigo José de Menezes, Governador e Capitão General da Capitania de Minas Gerais, em visita ao Cuieté, visitou também o "Ribeirão do Alvarenga", em razão de suas ricas faisqueiras de ouro. A povoação efetiva do lugar ocorreu na primeira metade do século XIX, com a chegada de uma caravana de desbravadores, a pé e em lombo de animais, da qual fazia parte Maria Guanhães, com onze anos de idade, seu pai, de nome desconhecido, Sr João de Barros e outros aventureiros, o que coincide com o fim do Degredo de Cuieté, por volta de 1830.

O primeiro Padre a residir no povoado foi Gustavo Botti, tendo como assistente o Sr João de Barros. Padre Botti permaneceu em nossa região até a última década do século XIX, quando ocorreu o episódio com José Justino Carreiro, e assim foi residir em Imbé. Em 1903 D. Silvério Gomes Pimenta, Bispo de Mariana celebrou e fez Crisma em Floresta, Cuieté e outras localidades pertencente ao seu Bispado. A data coincide com a celebração da primeira missa em Caratinga, por Padre Modesto Augusto Vieira, que no mesmo ano celebrou também a primeira missa em Itanhomi, então chamado de Queiroga. Padre Modesto foi o responsável pela organização da Diocese de Caratinga, oficialmente criada através da Bula "Pastorale Romani Pontifici Officium, do Papa Bento XV, de 10 de dezembro de 1915. O primeiro Bispo de Caratinga foi Dom Carloto Fernandes da Silva Távora, nomeado em 1920, permanecendo até o ano de 1933. Após a saída de Padre Botti nossa igreja foi assistida por Padre Celestino Ciccarini, por volta de 1908, o qual vinha da região de Caratinga. Em seguida, o lugar teve a assistência dos sacerdotes, Padre Sócrates e Padre Moreira. A partir de 1912 a região de Cuieté teve a assistência de Padre André Colli, que vinha de Itabira celebrar na região, inclusive em Floresta, atuando até os anos de 1922. A partir daí, novamente Padre Moreira voltou a celebrar em nossa região. Entre 1918 e 1920, Padre Manoel Nascimento de Oliveira vinha de Itanhomi para celebrar em Floresta. Na década 20 também veio de Itanhomi o Padre Joaquim Martins Pereira, dando assistência em nossa região até 1930, sendo considerado o criador da paróquia do Lajão, já que em 1931 Padre Antonio de Brito celebrava por aqui, considerado o primeiro pároco de Lajão. A partir de 1937 Alvarenga contou com a assistência constante de Padre Luiz Ernesto, que residia no Imbé, hoje Imbé de Minas, atendendo a região por vários anos.

Na década de 1950 Padre Carlos Greineir vinha celebrar em Alvarenga, bem como o Padre João Avelino dos Reis, ambos de Conselheiro Pena. Em 15 de outubro de 1966 chegou como vigário definitivo de nossa comunidade o Revdo Padre Godofredo Van Der Looy, sendo considerado o idealizador de várias obras sociais em nossa comunidade, permanecendo até 1974, quando por problemas de saúde foi para a Holanda, onde faleceu. Após Padre Godofredo, vários padres e frades deram assistência em nossa região, destacando Padre Geraldo, Padre Chiquinho, Padre Martinho, Padre Lécio, Frei Gilberto e outros mais, até a chegada de Frei Geraldo Offer, que faleceu por acidente em maio de 1987. Novamente tivemos a assistência de Padres de Conselheiro Pena e Governador Valadares, até a chegada 15 de agosto de 1987 de Padre Paulo Roberto Carlos Fernandes, que permaneceu até o dezembro de 1996. Em janeiro de 1997 assumiu a paróquia o Padre Marcos Romão, permanecendo até janeiro de 2000. Em 2000 tivemos a asistência de Padre Paulo Ribeiro da Paróquia de Resplendor, com a ajuda de seu irmão, Diácono César Ribeiro, contando ainda com a assistência de Padre Sebastião Vitório, que vinha da Paróquia de Goiabeiras. Novamente voltamos a ter a assistência de vários outros padres de paróquias próximas à Alvarenga. A partir de setembro de 2000 tivemos a assistência do Padre José Leão da Paróquia São Judas Tadeu de Governador Valadares. De agosto a dezembro a Paróquia contou com a colaboração do Padre Edson, que vinha da Paróquia de Lurdes, também de Governador Valadares, permanecendo até abril de 2002. E dia 13 de junho, para a alegria do povo alvarenguense, voltamos a ter a presença de um novo Pároco, Padre Jorge Luiz Bonz Afonso, que teve sua posse oficializada no dia 7 de julho de 2002. Por problemas de saúde Padre Jorge afastou-se da Paróquia para tratamento.

Hoje, a comunidade católica de Alvarenga está sendo assistida pelo Padre Pedro Paulo Lourenço, nascido em 30 de julho de 1965, ordenado em 22 de agosto de 2002, ordenado padre no dia 29 de Março de 2003 (em Galiléia-MG) e nomeado no dia 1 de abril de 2003, tendo sua posse oficializada na Paróquia de Alvarenga em 5 de julho de 2003. Nossa comunidade conta também com igrejas de outras religiões, criadas a partir da chegada de novas famílias, a partir das primeiras décadas do século XX, destacando a Igreja Assembleia de Deus e a Igreja Batista, sendo todas oriundas da população que foram residir nos córregos Sobreiro e Lagartixa. Na segunda metade do século XIX, foram chegando novos migrantes, onde destacamos as famílias de Antonio José Marçal, José Francisco dos Anjos, Caetano Malaquias, Ricardo Soares, Hermenegildo Gonçalves da Costa, José Rodrigues de Oliveira e outras famílias, como Carreiros, Firminos, Porfírios, Teófilos, Pedras, Vasconcelos, Cardosos, Soares, Linos, etc. A família do Capitão José Francisco dos Anjos, que tomara posse de uma grande área de terras, construiu pequena igreja, devotada a Nossa Senhora da Saúde, que seria mais tarde a "Padroeira da Cidade". Nos primórdios do século passado começaram a chegar novos aventureiros, em busca de terras férteis, principalmente para o plantio do café, formando núcleos de povoamento, onde destacamos as famílias de Cristiano dos Reis Torres, Antonio Pimentel de Medeiros, Lucas Abílio de Souza Ferreira, José Rodrigues Alves, Newton Alves, Daniel de Oliveira, Antonio Ferreira de Amorim, Cândido Pereira, Delfino Rodrigues de Almeida, Silvério Marcelino de Souza. Anos depois chegaram outras famílias, onde citamos os Borges, Araújos, Pereiras, Fonsecas, Tenentes, Oliveiras, Silveiras, Limas, Calacas, Rianes, Melos, Ribeiros, Pouzas, Mendes, Martins, Bentos, Freitas, Peixotos e outros mais que hoje fazem parte do povo Alvarenguense. A economia nos fins do século XIX e início do século XX era baseada no café, fumo, suinocultura, cachaça e rapadura. Os produtos eram transportados primeiramente para Aimorés, de onde traziam mercadorias compradas do Rio de Janeiro, via Porto de Mascarenhas. Posteriormente, o comércio era feito com o Cuieté e Caratinga.

O Primeiro comércio foi aberto pelo Capitão José Francisco dos Anjos, que comprava mercadorias do Rio de Janeiro, as quais levavam até seis meses para chegar ao povoado. Hoje, predomina a agropecuária, com destaque para o gado. O café tem importante papel para o pequeno agricultor e vem crescendo nas últimas décadas. Nesta época as tropas eram o meio de transporte e de comunicação, já que era através das tropas que levavam nossos produtos e traziam os gêneros de primeira necessidade. Os tropeiros levavam e traziam correspondências, encomendas, valores, traziam e levavam notícias, tendo grande prestígio na comunidade, pela seriedade e honestidade. A chegada da tropa era cercada de muita alegria e movimentação. Os primeiros educadores eram particulares, onde citamos D. Glorinha, D. Neném e o Sr Baiano. A primeira escola regular do Município foi fundada em 1914, tendo como primeira professora D. Maria Peninche Valter Dias. Mais tarde foram criadas novas classes, tendo como professores D. Calipsa Dias Rosa, D. Deusdeth Pousas de Araújo, D. Mariquinha Torres e Leonídia dos Santos Torres. Atualmente o município conta com uma Escola de Segundo Grau "Escola Estadual Governador Bias Fortes" e dezoito escolas municipais. O Folclore faz parte de nossa Cultura, e tem como atração a Folia de Reis, a Dança do Caboclo e as Festas Juninas. O novo Calendário Cultural da Cidade está sendo elaborado pela nova administração municipal, onde será dado destaque para a festa do Alvarenguense ausente, os festivais de música e outros eventos marcantes da região. As principais fontes de pesquisa são: Cartório Martins, Igreja Católica, Biblioteca Cristiano Torres e Biblioteca da Escola Estadual Governador Bias Fortes. O Pico do Itacolomi é um dos principais símbolos da Cidade, imponentemente se destaca com seu belo contorno ondulado e reluzente, e é o ponto que mais atrai os adeptos aos passeios ecológicos. Destaca-se na região outros pontos importantes, como o Pico da Aliança, a Cachoeira do padre Ângelo e a Cordilheira do Bananal.

Alvarenga perdeu parte de seu território para Conselheiro Pena, através da Lei Estadual nº 1.039, ficando desmembrado do Alvarenga a área pertencente ao Bueno. O nome Bueno é originário do Ribeirão do mesmo nome, o qual inicialmente chamava-se Patrimônio de Bom Jesus do Bueno, conforme Ata de criação de 15 de novembro de 1927, pertencendo naquela época ao então Distrito de Floresta, município de Itanhomi, Comarca de Caratinga.