Belo Horizonte - MG
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Capital               Belo Horizonte - MG                             
Area (Km²)   586.528.293
Números de Municípios 853
População estimada em 2010           19.595.309

 

 
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Andrelândia - MG

Andrelândia - MG                                    Minas Gerais - MG                                  
População 12.146
Andrelândia é um município brasileiro no interior do estado de Minas Gerais.

Pertencente à Mesorregião do Sul/Sudoeste de Minas e microrregião de mesmo nome, localiza-se a sul da capital do estado, distando desta cerca de 299 quilômetros. Ocupa uma área de 221,049 km² e sua população, em 2010, foi contada em 12 146 habitantes, sendo assim o 294º mais populoso do estado de Minas Gerais e o segundo de sua microrregião.

Sua área é de 1 004,536 km², sendo que 2,2754 km² estão em perímetro urbano. Foi fundada em 20 de julho de 1868, com o nome de Vila Bela do Turvo, constituída por cinco distritos: Turvo, Arantes, Bom Jardim, Madre de Deus do Rio Grande e São Vicente Ferrer. Porém, ao longo dos anos, todos elevaram-se à categoria de cidades, restando em Andrelândia apenas a sede, seu único distrito. Também, com o passar do tempo, foram várias as mudanças de nomes. Desde a lei estadual nº 1160, de 19 de setembro de 1930 permanece sua denominação atual.

A sede tem uma temperatura média anual de 23,15°C e a vegetação do município é uma mistura de mata atlântica e cerrado. Em relação à frota automobilística, em 2009 foram contabilizados 2 414 veículos em Andrelândia. Com uma taxa de urbanização da ordem de 77,64%, o município contava em 2008 com sete estabelecimentos de saúde. O seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,733, considerando-se assim como médio em relação ao estado de Minas Gerais.

Hoje a cidade tem grande tradição em seu turismo. Muitos de seus antigos casarões são considerados patrimônio histórico municipal. Outros destaques são as festas religiosas, como a Festa de São Sebastião, Folia de Reis, a Semana Santa, a Festa de São Benedito, Corpus Christi e a Festa de sua padroeira, Nossa Senhora do Porto, em agosto; além de seu artesanato, que é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural andrelandense. Em várias partes da cidade é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local.

História

Colonização e desenvolvimento

O início da colonização da região do atual município de Andrelândia foi consequência da exploração do ouro no Sul do estado de Minas Gerais. Em meados do século XVIII a região onde hoje está o município já se encontrava totalmente povoada por aventureiros que se dirigiram à região na procura de riquezas.

Por volta de 1740 o afluxo populacional na região aumentou consideravelmente. Muitos eram os que demarcavam uma extensão de terras devolutas e se fixavam, cuidando mais tarde da legalização da posse através da concessão de carta de sesmaria, que era dada pelo Governador da Capitania. A região do "Congonhal", que se estende por uma grande área de terras férteis na margem direita do Rio Turvo Grande e que recebeu tal denominação em virtude da abundância das árvores, foi uma das áreas mais povoadas.

No ano de 1749, sentindo necessidade de assistência religiosa, o fazendeiro André da Silveira dirigiu ao Bispo de Mariana um pedido de autorização para se construir no local denominado Turvo Pequeno uma igreja dedicada à Nossa Senhora do Porto. Atendido pela autoridade eclesiástica, a capela foi construída, recebendo a bênção católica no ano de 1755. Ao redor do pequeno templo muitas casas foram sendo construídas, e logo se formou o Arraial do Turvo, primitiva denominação da localidade. A partir da construção da capela, em 1827 o arraial do Turvo já estava em condições de ser elevado a paróquia, o que de fato ocorreu, tendo, a partir daí, um crescimento progressivo, até ser transformada em vila no ano de 1864, pela lei nº 1.191 de 27 de julho deste ano.

Evolução administrativa

Para elevar à condição de município, faltava um detalhe. Segundo a legislação vigente, isso só poderia acontecer se a população fundasse, com seus próprios recursos, o prédio da cadeia pública e a câmara municipal. Então, com a colaboração de Antônio Belfort de Arantes e seu filho, Antônio Belfort Ribeiro de Arantes, as obras puderam ser realizadas e a pequena vila foi elevada à categoria de município em 21 de outubro de 1866. Em 20 de julho de 1868 ocorreu oficialmente a emancipação de Andrelândia, com a denominação de Turvo, pela lei provincial nº 1518.

Sob a lei estadual nº 2 de 14 de setembro de 1891 foi criado o distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande e anexado ao então município de Turvo. Pela lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, o distrito de Nossa Senhora da Piedade do Rio Grande passou a denominar-se Arantes, tendo então cinco distritos: Turvo, Arantes, Bom Jardim, Madre de Deus do Rio Grande e São Vicente Ferrer. Pela lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, o distrito de Madre de Deus do Rio Grande passou a denominar-se Cianita e Senhor do Bom Jesus do Jardim a chamar-se Bom Jardim. Pelo decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, desmembra de Andrelândia o distrito de São Vicente Ferrer, elevado à categoria de município sob a denominação de Francisco Sales. Sob a mesma lei desmembrou-se do município de Andrelândia o distrito de Bom Jardim de Minas, levado à município com o mesmo nome. Pela lei nº 1039, de 12 de dezembro de 1953, desmembraram-e os distritos de Arantes e Cianita, elevados à categoria de municípios com as denominações, respectivamente de Piedade do Rio Grande e Madre de Deus de Minas, permanecendo até hoje somente a Sede.

História recente

Com o crescimento de Andrelândia e cidades próximas, foi criada a Microrregião de Andrelândia, reunindo além do município, outras doze cidades: Aiuruoca, Arantina, Bocaina de Minas, Bom Jardim de Minas, Carvalhos, Cruzília, Liberdade, Minduri, Passa-Vinte, São Vicente de Minas, Seritinga e Serranos. Em 2006 sua população foi estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em cerca de 75.631 habitantes em uma área total de 5.034,106 km². Seu Índice de desenvolvimento humano (IDH) era de 0,740 e o PIB per capita de R$ 3.796,46 em 2003. Localiza-se na Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas.

Atualmente o município vem se destacando em seu turismo. Muitos de seus casarões construídos nos séculos XVII e XVIII viraram patrimônio histórico da cidade. Muitas de suas praças e igrejas também conservam o estilo barroco da época do desbravamento da região. Além disso, Andrelândia também vem desenvolvendo seu turismo rural. As principais atrações são as fazendas antigas, muitas do Século XVIII.

Geografia

A geografia de Andrelândia é homogênea. O município conta com um relevo ondulado e uma vegetação atlântica. A área do município é de 1 004,536 km², representando 0,1713 % do território mineiro, 0,1087% da área da região Sudeste do Brasil e 0,0118% de todo o território brasileiro. O relevo de Andrelândia é bem acidentado, correspondendo geomorfologicamente ao Planalto Dessecado do Alto Rio Grande, ao Compartimento da Serra da Mantiqueira e à Depressão Rio Aiuruoca, no chamado Planalto Sul Mineiro. A encosta norte-esquerda da Serra da Mantiqueira, ao sul do município, é que define a confluência de suas águas para o Rio Grande. A altitude máxima é de 1 535 m. na Serra da Natureza e a mínima fica em 934 m no Rio Aiuruoca. A sede está em uma altitude de 1 000 m. No município, predomina um relevo variando entre montanhoso e ondulado. Cerca de 20% do território andrelandense é plano, 20% das terras são montanhosas e os 60% restantes são mares de morros e montanhas.

Andrelândia está localizada na Mesorregião do Sudeste Mineiro e Microrregião de Andrelândia, com uma área aproximada de 1.000 quilômetros quadrados. O município limita-se ao norte com Madre de Deus de Minas e Piedade do Rio Grande; a nordeste, com Santana do Garambéu; a leste, com Lima Duarte; a Sudeste, com Bom Jardim de Minas; ao sul com Arantina, Liberdade e Seritinga; a sudoeste, com Serranos e a noroeste com São Vicente de Minas. Andrelândia está a 299 quilômetros de Belo Horizonte, num eixo quase equidistante de São João Del-Rei, Barbacena, Juiz de Fora e Caxambu, que permite situá-la, para referências turísticas, num delta entre a Região das Vertentes, Zona da Mata-Sul e Circuito das Águas.

Hidrografia

Suas águas vertem todas para o norte, em direção ao Vale do Rio Grande, formando a cabeceira da Bacia Platina, através dos seguintes cursos, que são os principais: o Rio Grande, que norteia o município, vindo das terras de Bom Jardim de Minas em direção a Lima Duarte, Santana do Garambéu, Piedade do Rio Grande e Madre de Deus de Minas e recebe diretamente, como afluentes, uma infinidade de córregos e o Rio Capivari que nasce em terras andrelandenses e deságua na divisa de Santana do Garambéu com Piedade do Rio Grande.

Do outro lado do município está o Rio Aiuruoca, mais calmo e de águas barrentas, vindo das terras de Serranos, por uma região pouco acidentada, que tem como afluente mais volumoso, pela margem direita, o rio Turvo Grande, depois de receber as águas do Rio Turvo Pequeno, também os ribeirões da Barra, do Sardinha, das Vacas, além de muitos córregos. O Rio Aiuruoca vai desaguar no Rio Grande, fora das terras de Andrelândia, no grande lago artificial da Usina Hidrelétrica de Camargos.

Clima

O clima de Andrelândia é caracterizado tropical de altitude (tipo Cwb segundo Köppen), com diminuição de chuvas no inverno e temperatura média anual de 23,15°C, tendo invernos secos e frios, frequentemente com ocorrências de geadas em algumas áreas, e verões chuvosos com temperaturas moderadamente altas. O mês mais quente, janeiro, tem temperatura média de 29,2°C e o mês mais frio, julho, de 9,5°C. outono e primavera são estações de transição.

A precipitação média anual é de 1428,3 mm, sendo agosto o mês mais seco, quando ocorrem apenas 12,7 mm. Em dezembro, o mês mais chuvoso, a média fica em 273,2mm. Nos últimos anos, entretanto, os dias quentes e secos durante o inverno têm sido cada vez mais frequentes, não raro ultrapassando a marca dos 28°C especialmente entre os meses de agosto e setembro. Durante a época das secas e em longos veranicos em pleno período chuvoso, também são comuns registros de fumaça de queimadas em morros e matagais, principalmente na zona rural da cidade. Em julho de 1998, a precipitação de chuva não passou dos 0 mm.

O maior acumulado de chuva em menos de 24 horas foi de 183 mm registrados em 14 de janeiro de 2011. Outros grandes acumulados registrados no município foram de 154 mm em 24 de janeiro de 1992. 146 mm em 9 de dezembro de 1999; 144 mm em 17 de janeiro de 1985; 143 mm em 31 de outubro do ano de 1973; 138 mm em 23 de janeiro de 1992; 137 mm em 1º de dezembro de 1984; 126 mm em 25 de janeiro de 1985; 122 mm em 4 de dezembro de 1968;] 115 mm dias 23 de janeiro de 1985 e 19 de janeiro de 1977; 113 mm em 8 de dezembro de 1981; 112 mm em 23 de março de 1999 e de 111 mm em 20 de janeiro de 1967.

Fauna e flora

A vegetação nativa do município pertence ao domínio florestal Atlântico (Mata Atlântica), onde destacam-se árvores como os ipês, jacarandás, angicos, quaresmeiras, araucárias e cedro. O solo, ácido e com pouca matéria orgânica, e o clima seco, não favorecem o crescimento rápido da vegetação. A principal atividade econômica na zona rural é a pecuária leiteira e a queimada anual dos pastos é a prática de manejo usual. Como consequência a região possui um grande índice de destruição de sua cobertura vegetal original.

A falta de florestas e a pobreza da vegetação reduzem a fauna a pequenos roedores, pouquíssimos mamíferos e animais silvestres e aves de pequeno porte. Podem ser encontrados, ainda, espécies de lobos, raposas, o cachorro-do-campo, a jaguatirica, o gato-do-mato, o veado, o quati, a paca, a capivara, o mico e o sauá, embora, em número bem reduzido, graças à invasão de seu habitat pelo homem. Também a caça predatória contribuiu muito para o desaparecimento ou diminuição de certos animais selvagens. O veado, a lontra, o quati, o porco-do-mato e a capivara são exemplos disso: eram muito comuns na região, porém estão prestes a entrar em extinção pela caça predatória. O inhambu, o tucano e o jacu podem estar incluídos na lista de aves fadadas à extinção. Das aves que habitam a região, as de maior porte são a seriema, o urubu, o gavião, o pato selvagem, o marreco, o paturi, a garça branca e a cegonha. As águas de Andrelândia, livres de excessos de poluição devido à ausência de industrias, servem muito bem para a pescaria amadora. Os peixes mais comuns nos seus córregos e rios são o lambari e suas diversas variedades, o piau ou piaba, o mandi e seus parentes (chorão, bagre e peixe-sapo), a tabarana, o capinheiro, o timburé, a pirapetinga, o dourado, traíra, o acará e a tilápia, os três últimos, presentes nas lagoas naturais e represas artificiais.

Para evitar maiores problemas ambientais, a prefeitura, juntamente com outras organizações e instituições do município, vem organizando diversas campanhas de conscientização ambiental, especialmente nas escolas da cidade. Algumas, além de estimularem a leitura, também têm como objetivo conscientizar os alunos da responsabilidade do meio em que vivem.

Artesanato

O artesanato é uma das formas mais espontâneas da expressão cultural andrelandense. Em várias partes do município, é possível encontrar uma produção artesanal diferenciada, feita com matérias-primas regionais e criada de acordo com a cultura e o modo de vida local. Esta diversidade torna o artesanato andrelandense, rico e criativo. A Associação dos Artesãos de Andrelândia reúne diversos artesãos da região, disponibilizando espaço para confecção, exposição e venda dos produtos artesanais. São produzidos especialmente colchas e caminhos de mesa de crochê, flores produzidas com folha de milho seca, peças produzidas com teares, dentre outras.

Normalmente essas peças são vendidas em feiras, exposições ou lojas de artesanato. A "Casa do Artesanato" representa o ponto de exposição e venda de diversas peças produzidas por artesãos de Andrelândia. Um importante patrocinador do artesanato no município é o CRAS, um projeto organizado pela prefeitura envolvendo famílias em situação de risco, que trabalham em pelo fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários. Oferece cursos de artesanato, biscuit e os projetos de reciclagem com aproveitamento de jornais, cascas de alho, cebola e fibras vegetais.

Feriados

Em Andrelândia há três feriados municipais, oito feriados nacionais e quatro pontos facultativos. Os feriados municipais são: o Corpus Christi, sempre realizado na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima Trindade, o aniversário da emancipação de Andrelândia, dia 20 de julho, e o dia da Assunção de Nossa Senhora, em 15 de agosto. De acordo com a lei Nº 9.093 de 12 de setembro de 1995, os municípios podem ter no máximo quatro feriados municipais, já incluso neste, a Sexta-Feira Santa.