São Luis - MA
São Luis - MA

Capital São Luis - MA                            
Area (Km²)   6.569.683
Números de Municípios 217
População estimada em 2010 331.935.507

 

 
Açailândia 1 - MA Açailândia 2 - MA Açailândia 3 - MA Açailândia 4 - MA

Açailândia - MA

Açailândia - MA                                 Maranhão - MA                                
População 104.013
Açailândia é um município brasileiro do estado do Maranhão.

É o oitavo município mais populoso do estado, com um total de 104.013 habitantes segundo estimativa do IBGE em 2010.

O PIB de Açailândia em 2008 é de R$ 1.767.453.000 tornando Açailândia como o 2º Maior PIB do Estado Maranhão e possuindo a maior renda Per Capta do Maranhão R$ 17.671,52 por habitante.

A cidade é um importante pólo agro-industrial, onde a exportação de ferro gusa gerada por cinco indústrias siderúrgicas instaladas no município se torna sua principal fonte de renda. Também conta com diversos estabelecimentos comerciais dos mais diversos ramos do comércio e serviços, e possui o maior rebanho de bovino do estado.

História

O início de tudo

Com a abertura da rodovia Belém-Brasília em 1958 nas proximidades do Riacho Açailândia, ponto de apoio da Rodobrás (1962) desta região, cujos trabalhadores descobriam ali, uma terra fértil com água em abundância. Foi o bastante para que a notícia corresse e em pouco tempo a região foi inundada por pessoas dos quatro cantos do País e algumas nações estrangeiras, tanto é, que em 1975 foi elaborada o Projeto de Lei "Pró-Emancipação" 130/75, até então Vila, cujo Projeto foi sancionado e transformado na Lei 4.299/81 no dia 6 de junho de 1981, tornando assim o Município de direito com o plebiscito realizado no dia 14 de dezembro do mesmo ano o governo do Estado nomeou em maio do ano seguinte um interventor até a posse do primeiro prefeito eleito nas eleições de 15 de novembro de 1982. A posse do primeiro prefeito eleito, deu-se no dia 1 de fevereiro de 1983, onde Raimundo Telefres Sampaio se tornou o primeiro prefeito, e de lá para cá já foram 05 (cinco) administrações, até o momento. Esta data é comemorada como aniversário da cidade, porém com discordância de historiadores locais, que entedem que deve-se comemorar o aniversário com a fundação do povoado em 1958, com a chegada da Rodovia Belém-Brasília.

Uma estrada para o progresso

No comando geral da missão da construção da estrada estava o estadista, Presidente Juscelino Kubitschek, o qual convidou Bernardo Sayão para a gerência de uma grande obra, que, mais tarde, iria beneficiar e proporcionar o maior surto desenvolvimentista do País. Com visão de estadista, o engenheiro "Sayão" apontava com a mão: "a direção é esta" - que se tornou um símbolo na construção da estrada.

Sob suas ordens, trabalhavam 11 construtoras e aproximadamente 1.200 homens, entre eles profissionais de todos os níveis culturais e sociais: topógrafos, engenheiros, médicos, motoristas, mecânicos e trabalhadores braçais, que eram popularmente conhecidos como "mateiros ou cassacos". Com facões, foices e machados nas mãos, aqueles heróis anônimos iniciaram, em Crixás(GO), a frente de serviço que deu início à construção de uma estrada, a qual foi chamada, na época, pelos detratores da obra e do progresso do Brasil, de "Caminho para Onça". Mesmo assim, Sayão não desistiu; com passos firmes comandava, no cerrado goiano, uma picada rumo ao Norte. Em março de 1958, chegava à cidade de Imperatriz, no Estado do Maranhão. A área da pré-amazônia, como a própria região amazônica, oferece uma infinidade de riachos a quantos a percorram. Portanto, os riachos, rios e igapós, estão intimamente ligados à história e surgimento de cidades da região. Tal como consta nas raízes da nossa história As linhas de frente (como eram chamados os trabalhadores) deram notícia da descoberta de um Riacho, não demorou muito para os trabalhadores fazerem às margens do Riacho, Barracos, cobertos com palha de açaizeiros.
Local da Morte de Bernardo Sayão.

Estes barracos foram as primeiras construções deste lugar, e os mesmos serviram de apoio aos trabalhadores da estrada, por muito tempo. O Riacho e os açaizais ali presente serviram e inspiração para a criação do nome Açailândia. Sabiamente, nossos descobridores soberam homenagear uma planta que Deus criou e que, ainda hoje, é uma dádiva para a população amazônica. Pronta a estrada, para Açailândia vieram muitos aventureiros e, junto com eles vieram, também, venturas e desventuras. Certamente, mais estas que aquelas.

Com o chamado progresso, o controle do ecossistema da região foi modificado, encontrando-se, hoje, totalmente alterado de suas características originais. Mesmo assim, açailândia se tornou um município robusto e promissor.

Migração

A principal porta de entrada para esta região, abriu-se a partir da construção da estrada Belém-Brasília, em 1958. A notícia correu por todo Brasil e outros países, dando conta de que, aqui, a terra era boa e os riachos permanentes. Contava-se, também, da fartura de madeiras de lei e de uma mata exuberante. Atraídos por esta notícia, trabalhadores e aventureiros de várias partes do Brasil, e de outros países amigos, vieram, com suas famílias, morar em Açailândia.
Avenida Bernado Sayão, centro de Açailândia.

Até onde se tem registro, os primeiros a chegar foram os trabalhadores da linha de frente da rodovia Belém-Brasília, que, na sua maioria, eram oriundos das cidades de Barra do Corda, Pedreiras, Caxias e Imperatriz, todas no Maranhão. Os seguintes foram os missionários da Igreja Presbiteriana (de nacionalidade norte-americana), que vieram acompanhados de alguns coreanos, baianos, cearenses, capixabas, goianos, mineiros, pernambucanos, paraibanos, piauienses, etc. Em seguida chegaram os italianos, sírios, japoneses, libaneses, portugueses e ucranianos. Este universo de imigrantes aqui chegava diariamente, a pé, montado em lombo de burros e jumentos, ou em cima de caminhões pau-de-arara. Enfim, vinha gente de todos os lados do Brasil e do mundo. Talvez por isto, hoje, este município tenha uma população miscigenada; mesmo assim, todos têm boa índole, apesar dos costumes e culturas diferentes.