Vitória - ES
Vitória - ES

Capital Vitória - ES                               
Area (Km²)   46 077,519
Números de Municípios 78
População estimada em 2010 3 512 672

 

 
Cariacica 1 - ES Cariacica 2 - ES Cariacica 3 - ES Cariacica 4 - ES

Cariacica - ES

Cariacica - ES                   Espirito Santo - ES          
População             348 933
Cariacica é um município brasileiro do estado do Espírito Santo.

História

Cariacica ou Carijacica

Cariacica era propriamente o nome do rio que desce do Mochuara e de uma serra adjacente. A primeira é uma pedra gigantesca, barômetro infalível das populações ribeirinha, pois a coroa de alvas neblinas representa o sinal introdutório de que a chuva não se delonga.

É interessante notar que, não conhecem os habitantes o verdadeiro nome desse granito, porque indiferentemente o qualificam de Monchuar (Muchuar - veio de diamantes) ou até com certeza de Muchauara (pedra irmão) estribando-se, talvez, nos conhecimentos da língua tupi. Outra mais lendária, é a que se baseia numa possível exclamação de tripulantes franceses ao se aproximarem, na estrada da baia de Vitória: “Mouchoir!” Vendo o Muxanara, com a sua coroa branca, acharam-no parecido coberto por um lenço (Mouchoir).

Carijacica — "chegada do branco" foi denominação tupi, e, com o correr dos anos, a linguagem acabou de abreviar.

Confinando-se com aquelas serras está a cordilheira de Duas Bocas, que, atualmente, com as barragens nela construídas, fornecem água para a capital do Estado. As primeiras construções neste sentido datam de 1896, por iniciativa do município de Cariacica e ampliadas em 1909 pelo governo capixaba.

O filete de água corrente, engrossado por pequenos mananciais, dirige-se inclinado para o oeste com 18 quilômetros de curso e deságua na Baía de Vitória. A sua foz, um pouco ampla, ofereceu nos primeiros tempos acesso fácil à pequenas embarcações que atingiam o Porto de Cariacica, primitivo centro comercial, ponto de contato entre a costa e o interior. O território municipal deve o seu nome a esse pequeno tributário do oceano.

Porém, como se pode observar, não é ainda aí que se iriam fixar os elementos humanos para a formação de um núcleo mais evoluído de colonização, senão com esparsos engenhos e fazendas de criação de gado. O ponto de referência seria a oeste do Porto de Cariacica e Bubu, no planalto a 36 metros do nível do mar, constituído acima das fraldas da montanha da Fazenda do Quartel, tendo do lado oposto a região de Areinha e Coanga, por onde descamba pelas baixadas recém-abandonadas da estação da Estrada de Ferro Vitória-Minas.

Esse planalto outrora foi conhecido por Água Fria, aliás por circunstância de fácil dedução, em se sabendo da existência de um filete d’água cristalina e frigidíssima, que ainda hoje desce do sulco formado em terrenos circunvizinhos ao Grupo Escolar Augusto Luciano.

Passou a ser conhecido por Morro da Igreja, quando o presidente da província, José Tomás de Araújo, ordenou a construção da Igreja Matriz, conforme o art. 1º da lei nº 6, de 1839, no local que melhor conveniência apresentasse. Esta foi a conseqüência lógica do ato de 13 de dezembro de 1837, considerando a freguesia, chamada pela Igreja Católica, de São João Batista de Cariacica, como termo de capital. Era, como se vê, a formação elementar da autonomia política e administrativa municipal, com o nome reconhecido de Cariacica e os limites dos Distritos de Paz, confirmados mais tarde nos termos da Lei nº 2, de 11 de março de 1864, numa circunscrição de 400 quilômetros quadrados.

É de se salientar que embora fosse uma obrigação oficial a construção da Igreja Matriz, como não devemos desconhecer a interdependência havia entre a Igreja e o Estado, para erguê-la, no entanto, valeu-se o povo do seu próprio esforços, sob orientação valiosa e indispensável do padre italiano, Frei Ubaldo Civitela Di Trento.

Para conseguir o seu objetivo, este padre organizava procissões com características muito interessantes. Cada devoto carregava uma pequena pedra, células mínimas, que iriam formar a estrutura dessa majestosa construção secular. Dedicamos, a seguir, um tópico só para contar um pouco da história deste Frei.

Geografia

Possui uma área de 279,98 km², correspondente a 0,60 % do território estadual, limitando-se ao norte com Santa Leopoldina, ao sul com Viana, a leste com Vila Velha, Serra e Vitória e a oeste com Domingos Martins. A sede fica a 15,8 quilômetros da capital, Vitória. Tem uma população de 348.933 habitantes, segundo o censo de 2010, sendo que 95% estão na área urbana. Ela se situa na Região Metropolitana da Grande Vitória.

O município de Cariacica foi criado pelo decreto nº 57 de 25 de novembro de 1890 e instalado em 30 de dezembro do mesmo ano.

Seus centros comerciais são Campo Grande e Itacibá.

Hidrografia

Rio Jucu: Rio que nasce na Serra do Castelo, um ramo da serra da Pedra Azul no interior do Espírito Santo, no Parque Estadual de Pedra Azul, a uma altitude de 1.200 m, no município de Domingos Martins, com o nome de Rio Jucu do Braço Norte. Depois de 123 km, encontra-se com o Braço Sul, passando a ser chamado apenas de Rio Jucu. Possui cerca de 166 km de extensão e deságua na praia de Barra do Jucu, em Vila Velha. Oferece diversas cachoeiras e ajuda a abastecer de água vários municípios. Responsável direto pela chegada dos desbravadores e jesuítas para o interior do Estado.

Rio Santa Maria da Vitória: Rio que nasce no Município de Santa Maria de Jetibá, numa região conhecida como Alto Santa Maria. Percorre aproximadamente 122 km e desemboca no Oceano Atlântico, na baía de Vitória, em forma de um delta, juntamente com o Canal dos Escravos e os rios Bubu, Itangu E Formate, Marinho e Aribiri. É o principal rio do Municú io, E responsável por 80% do abastecimento da Cidade de Vitória. Entre Santa Maria do Jetib Ee Santa Leopoldina existem duas usinas hidrelétricas da ESCELSA, denominadas Rio Bonito e SuûFa. Faz divisa entre os Municú ios da Serra e Vitória, Cariacica e Santa Leopoldina. Possui manguezais e vegetação de restinga.

Rio Formate: Afluente da margem esquerda do Rio Santa Maria da Vitória, forma com este um delta na foz, na Baú de Vitória. Divide os municípios de Cariacica e Viana.

Rio Bubu: Afluente do Rio Santa Maria da Vitória, banha o centro do município, possui manguezais.

Rio Duas Bocas: Afluente da margem direita do Rio Santa Maria da Vitória, divide os Municú ios de Cariacica, Serra e Vitória. Nele encontra-se a represa de igual nome.

Rio Itanguá: Rio que, junto com o Rio Santa Maria da Vitória, forma um delta na foz, na Baú} de Vitória.

Rio Marinho: Rio que divide os Municú ios de Cariacica e Vila Velha.

Carnaval de Congo

O Carnaval de Congo de Máscaras de Roda D’Água, que acontece em abril é um manifestação da cultura afro-brasileira, com grande influência indígena e que resiste ao tempo. o Carnaval de Congo de Cariacica é um antigo gesto em homenagem à padroeira do Espírito Santo. Contam os descendentes que, no passado, diante da dificuldade de locomoção até o Convento da Penha, os moradores decidiram homenagear a santa saindo pelas ruas da localidade em procissões animadas por tambores de congo. Com o passar dos anos, a festa cristã organizada pelos brancos misturou-se às raízes negras e indígenas, dando origem ao carnaval.

Conta ainda a crença popular que os negros usavam máscaras para não serem reconhecidos por seus senhores, originando-se daí o uso de máscaras. O Carnaval de Congo de Cariacica tem como objetivo promover a integração entre as bandas de congo do município e bandas convidadas, além de ser uma forma de proporcionar lazer à comunidade local e visitantes. Todo ano cerca de 10 mil pessoas brincam na festa.