Vitória - ES
Vitória - ES

Capital Vitória - ES                               
Area (Km²)   46 077,519
Números de Municípios 78
População estimada em 2010 3 512 672

 

 
Jaguaré 1 - ES Jaguaré 2 - ES Jaguaré 3 - ES Jaguaré 4 - ES

Jaguaré - ES

Jaguaré - ES                         Espirito Santo - ES          
População 24 718
Jaguaré é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Sua população estimada em 2004 era de 20.816 habitantes. Possui uma área de 720,4 km², densidade 32,6 hab/ km² e fica localizada a 202 km de Vitória, ao norte do Espírito Santo. O município limita-se ao norte com São Mateus, a leste com Vila Valério, a oeste de Linhares e ao sul com Sooretama. O clima da região é tropical quente, o relevo é ondulado, com vertentes curtas variando de 100 a 150m e a vegetação predominante no local é constituída de fragmentos de Mata Atlântica.

História

O município de Jaguaré, ao contrário de outros municípios capixabas, não se originou exclusivamente da colonização de europeus. Historiadores apontam que a região, era habitada pelos índios botocudos, que vieram do Vale do Rio Doce para as regiões próximas ao Rio Cricaré.

Muitos anos depois, a região começou a contar com a presença dos caboclos, que eram populações oriundas da parte sul do Espírito Santo, sendo em sua maioria, originários de Minas Gerais e da região Nordeste. Muitos deles procuravam o Espírito Santo fugindo das secas e da pobreza. Com a chegada dos caboclos houve desmatamentos e queimadas, e as matas naturais passaram a dar lugar a plantações de mandioca, feijão, milho, dentre outros alimentos por eles produzidos.

No início do século passado, a região já contava com a presença de diversas famílias constituídas, observando-se que em sua maioria eram os caboclos, que tinham uma convivência saudável com as famílias italianas, colonizadoras de parte do Estado.

Jones dos Santos Neves que detinha a escritura de várias terras da região efetivou a doação à União de parte de seu território. Após a doação, o governo decidiu dar prosseguimento ao Parque Florestal Sooretama. Tal fato modificou, de maneira decisiva, a vida das famílias dos caboclos. Eles tiveram que abandonar suas plantações e foram indenizados pelo governo. Assim, deixaram de trabalhar como agricultores e passaram a realizar serviços de desmatamento. Com a conclusão do parque, os caboclos perderam suas chances de trabalho e parte deles foi para outras regiões, a fim de exercer suas atividades. Outros continuaram na região, na esperança de conseguir sua própria terra.

Com a mudança de parte dos caboclos, lentamente a região foi sendo ocupada por novas famílias, originárias de regiões como Venda Nova do Imigrante, Rio Novo do Sul, Castelo e Jaciguá. Parte dessas famílias já se dedicava à cultura do café e às culturas brancas. Assim sendo, quando chegaram à futura Jaguaré passaram a produzir esses produtos. Essas famílias, em sua grande maioria, eram de católicos, descendentes de italianos. O maior incentivo para a exploração da região era o preço baixo da terra. A intenção do governo era aumentar a colonização do norte capixaba, assim sendo, criou leis para o incentivo da exploração da região.

No ano de 1946, os primeiros 14 colonos chegaram à região. O ponto inicial da colonização do norte capixaba foi a ponte do rio Barra Seca, que ainda possuía algumas famílias de caboclos. Com o passar do tempo novas famílias chegaram ao local e tiveram que enfrentar a malária, ataque de onças, cobras e mosquitos.

Porém, o clima favorável, as chuvas regulares e a boa qualidade da terra fizeram com que as produções agrícolas tivessem bom desenvolvimento. Rapidamente, o café passou a ser a base econômica da nova região. Também foram cultivados os plantios de mandioca, banana e cana-de-açúcar.

Mesmo com o desenvolvimento da grande comunidade nos anos 50, a cidade de Jaguaré foi emancipada no dia 13 de dezembro de 1981, pela Lei n° 3.445 sendo desmembrada da cidade de São Mateus. Jaguaré tornou-se cidade e passou a contar com dois distritos, Sede e Barra Seca.

Economia

A principal atividade econômica do município é a cafeicultura, onde se destaca o cultivo do Café Conilon, com uma área estimada de 21.000 hectares. Com uma produtividade média de 574.487 sacas de café beneficiadas nos últimos quatro anos, a cafeicultura gera uma receita bruta anual de R$ 115 milhões e cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos, dos quais mais de 5.000 são gerados durante o período de colheita.

Além do café, Jaguaré tem desde 2001, outra grande fonte de recursos. Naquele ano, passou a entrar em operação a extração de óleo, no campo de petróleo descoberto na Fazenda Alegre – denominado pela Petrobrás como FAL-40H. É o maior campo de óleo do Espírito Santo, sendo responsável por mais de 50% de toda a produção ativa do norte capixaba.

Cultura

O município de Jaguaré possui diversas manifestações culturais. Uma delas é a Dança do Café, em que pessoas vestidas com roupas de estopa, blusas xadrez, lenço no pescoço, chapéu de palha e peneira, dançam em torno de um pé de café, ao som de uma música que conta sua origem. Há também a dança guerreira do Maneiro-Pau, em que são usados bastões, como arma de ataque e defesa na simulação de combate. As Quadrilhas e as Danças de Fitas em homenagem a São João, também são comuns nos meses de junho e julho.

A Festa Junina da Associação Pestalozzi de Jaguaré acontece todos os anos, resgatou em sua edição de 2009, a tradicional quadrilha do nordeste, na qual foram representados os tipos de vestimentas, a arrumação do “arraiá”, as barracas com comidas típicas e a quadrilha caipira. Na festa é possível conhecer um pouco do trabalho, que a Pestalozzi - Escola Especial "Luz da Vida" vem realizando no município.

Na música, há a Oficina de Violão que atende a mais de 100 alunos, nas comunidades locais. O Canto Coral Infantil, adulto e para terceira idade e os Coros Sonho Azul, In Canto e Alegria.

Já no teatro há o Grupo Artcultura Renascer Teatro, que encena entre amadores, a Paixão de Cristo, que conta a trajetória de Jesus desde o batismo até a ressurreição. Existe também, em Jaguaré, o grupo teatral do departemento de cultura, o nome foi escolhido pelos integrantes e é Grupo teatral "Anjos da noite", o grupo já apresentou diversas peças esperimentais, e em dezembro de 2010, uma peça de um pouco mais de 1 hora, chamada S.O.S. reciclem suas mentes. O grupo teatral também tem um site, lá pode-se assistir algumas apresentações confirir fotos e conhecer um pouco mais sobre o grupo.

Os habilidosos em artesanato são revelados pelo projeto "Talento na Praça", que tem como principal objetivo promover eventos, envolvendo os artistas da terra, a fim de resgatar e divulgar a cultura local através de apresentações e exposições em praça pública. O projeto visa ainda, fazer um levantamento da diversidade cultural do município, valorizando assim, não apenas a cultura pioneira de origem italiana, mas todas as que chegaram e chegam oriundas de várias outras partes.