Vitória - ES
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Capital Vitória - ES                               
Area (Km²)   46 077,519
Números de Municípios 78
População estimada em 2010 3 512 672

 

 
Marilândia 1 - ES Marilândia 2 - ES Marilândia 3 - ES Marilândia 3 - ES

Marilândia - ES

Marilândia - ES                  Espirito Santo - ES           
População 11 107
Marilândia é um município brasileiro do estado do Espírito Santo. Sua população estimada em 2004 era de 10 396 habitantes.

Cidade do Norte do Espírito Santo, berço de uma cultura rica e de pessoas influentes no cenário político, cultural e acadêmico no estado do Espírito Santo.

A Cultura do café predomina em sua paisagem, sendo a base econômica do município.

Resalta-se em Marilândia a presença de um forte potencial agro-turístico a ser explorado.

História

Até o início do século passado, toda a região do atual município de Marilândia não passava de florestas virgens.

Ocorreu no Brasil em meados do século XIX um grande fluxo migratório de várias origens, principalmente a italiana, incentivada pelo Governo Imperial, para solucionar o problema gerado pela falta de mão de obra na população cafeeira.

Esses imigrantes localizaram-se nas regiões cafeeiras do Rio de Janeiro, Minas Gerais, mais tarde expandindo-se para o Espírito Santo e São Paulo.

Segundo essa expansão, por volta de 1925, atraídos pela fertilidade do solo de terras ainda virgens, começaram a cruzar as então inóspitas e indomáveis terras do Rio Doce. Esses homens, dotados de extrema coragem e inesgotável vontade de trabalhar procediam de vários municípios do sul do Espírito Santo. Eram eles: Irmãos Ceolin, Carlo Franco, Luiz Forte, Irmão Lorenzoni, Irmãos Fregona, João Palma, Luiz Zago, Sebastiano Oliana e outros.

Esses colonizadores abriram as primeiras clareiras, construíram as primeiras moradias e iniciaram o plantio de café.

À medida que mais famílias iam chegando, formava-se um povoado chamado Liberdade. Mais tarde, os padres Salesianos em visita a este povoado deram-lhe o nome de Marilândia, que quer dizer terra de Maria, e adotaram Nossa Senhora Auxiliadora como Padroeira.

Iniciava-se então, o crescimento desse povoado que teve como seu primeiro comércio um botequinho de secos e molhados, instalado em um barraco de madeira, à beira das primeiras moradias.

Em 1929, o pequeno povoado teve sua primeira escola e sua primeira professora veio de Acioli. Logo depois a escola recebe sua segunda professora D. Elvira Linhales. A escola era mais um barraco, que passou a ser utilizado também como capela, onde foi realizada a primeira missa pelo padre Salesiano Antônio Marssigalia, iniciando-se assim, as atividades sociais.

Sentindo necessidade de uma ligação com o povoações visinhas, os moradores locais iniciaram a abertura de uma estrada ligando Marilândia a Colatina. Esta Estrada, inaugurada em 1932, foi aberta até o Chapadão, seu trecho mais difícil, por estes moradores, utilizando o enxadão e daí ate Colatina concluída por uma companhia.

Com a nova Estrada, o transporte que era feito por animais, passou a ser substituído e, em 1934, chegava ao povoado o primeiro caminhão de propriedade de Alberto Ceolin.

Ainda em 1934, era feita a derrubada numa área de meio alqueire cedida pelo proprietário Germano Schuster, para a construção da 1ª Igreja de Marilândia que recebeu o nome de Nossa Senhora Auxiliadora, em homenagem à Padroeira.

Em 1951, ocorreu a inauguração do 1º Grupo Escolar “Professor Ananias Netto”, onde funciona hoje a Escola de 1º Grau Escolar “Maria Izabel Falcheto”, e em 1952 recebeu a visita do Governador Janes dos Santos Neves, para a inauguração do 1º serviço de água de Marilândia.

Em 2 de fevereiro de 1955 foi inaugurado solenemente o Pré-Seminário Diocesano “Imaculado Coração de Maria”, destinado a recrutar vocação sacerdotal. Sua construção ficou a cargo do então Vigário de Marilândia o Cônego João Batista Guilherme Koeltgen. Foi seu 1º Reitor Cônego Maurício de Mattos Pereira.

Neste mesmo prédio passou a funcionar mais tarde a Escola Normal D. Nery e pouco tempo depois a Escola de 1º e 2º Graus “Imaculado Coração de Maria”, que teve durante muitos anos o vigário cônego Antônio Volkers, até 1982, quando a escola passa para a rede Estadual.

A comunidade ia crescendo juntamente com o distrito, manifestando sempre o pensamento de uma emancipação política.

Algumas tentativas foram ensaiadas mas não foram levadas adiante, por falta de interesse dos homens públicos em tomar a frente e orientar todo o processo.

Partiu da própria comunidade, a iniciativa de formar uma comissão executiva, que levaria adiante a idéia, já antiga de emancipação. Em agosto de 1979 foi formada por representantes comunitários, a comissão pró-desenvolvimento de Marilândia, composta dos seguintes elementos: Osvaldo Passamani, Orivaldo Caldara, Sérgio Falcheto, Albino Zavariz, Leandro Lorencini, Nelson Lorenzoni, Hélio Falcheto, Firmo Morozini, Honório Casali, Francisco Perim, Helias Caliman, Antônio Ely Caldara, Jovino Caliman e Cezário Caliman.

Essa mesma comissão levou à Assembléia Legislativa, um abaixo assinado da população, com 2.419 assinaturas, anexado a um requerimento pedindo providências no sentido de desmembrar o distrito de Marilândia do Município de Colatina.

O distrito ainda não satisfazia algumas exigências legais, tais como número de habitantes e arrecadação de receita, por isso a comissão conseguiu a adesão do distrito de Sapucaia que, somado ao distrito de Marilândia passou a atender essas exigências. Finalmente, no dia 22 de abril de 1980, tornou-se real o sonho que já vinha desde os tempos antigos, e através da aprovação da consulta popular em forma de plebiscito, aconteceu a emancipação, e Marilândia passou a ser município numa votação onde 2.976 pessoas disseram sim em contrapartida a 244 que disseram não, tendo 27 votos em branco, 26 nulos, 802 abstenções num total de 4.075 votantes.

No dia 14 de maio de 1980, o então Governador do Espírito Santo, Eurico Rezende sancionou a Lei nº 3.345 que criou Marilândia o 55º Município Capixaba.

A instalação do Município se deu em 1983, após as eleições. Dois meses após a Posse, o novo prefeito Djacir Gregório Caversan, iniciou sua Administração, alugando uma casa, onde funcionou a Prefeitura durante os 06 (seis) anos de mandato.

Recebeu da Prefeitura Mãe (Colatina) a quantia de Cr$ 1.360.000,00 um Caminhão Basculante e uma Retro-Escavadeira usada.