Manaus - AM
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Capital   Manaus - AM
Área (km²) 1.570.745,680                                                            
Número de municípios                                         62
População estimada em 2010                             3.480.937

 

 
 
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Parintins - AM

Parintins - AM Amazonas - AM
População          102 066             

Parintins é um município brasileiro do estado do Amazonas. Com uma população de 102 066 habitantes, se configura como a segunda maior cidade do estado e um dos pontos turísticos mais importantes da Amazônia. Trata-se de um dos principais patrimônios culturais da América Latina devido ao Festival Folclórico de Parintins.

Sua área é de 5 952 km², representando 0,3789% do estado do Amazonas, 0,1545% da região Norte brasileira e 0,0701% do território brasileiro Desse total 12 4235 km² estão em perímetro urbano.

Todos os anos, ocorre o tradicional festival folclórico de Parintins com o desfile dos bois Caprichoso e Garantido. Sua padroeira é Nossa Senhora do Carmo. O festival é uma manifestação folclórica conhecida no norte do país como Boi Bumbá. Está localizada à margem direita do rio Amazonas, na ilha Tupinambarana. A vegetação, típica da região amazônica, é formada por florestas de várzea e de terra firme, tendo, ao seu redor, um relevo composto por lagos, ilhotes e uma pequena serra.

Em um raio de pouco mais de duzentos quilômetros do município, encontram-se algumas das principais cidades do interior do Amazonas e do Pará – Itacoatiara, Manacapuru, Maués, Manicoré, Presidente Figueiredo, Santarém, Itaituba, Oriximiná, Óbidos, Altamira, entre outras – sendo o acesso a essas cidades principalmente via transporte fluvial, muito comum na região amazônica.

O município de Parintins, como quase todos os demais municípios brasileiros, foi, primitivamente, habitado por indígenas. Sua descoberta ocorreu em 1749, quando, descendo o rio Amazonas, o explorador José Gonçalves da Fonseca notou uma ilha que, por sua extensão, se sobressaía das outras localizadas à direita do grande rio.

A fundação da localidade só foi realizada em 1796, por José Pedro Cordovil, que veio com seus escravos e agregados para se dedicar à pesca do pirarucu e à agricultura, chamando-a Tupinambarana. A rainha D. Maria I deu-lhe a ilha de presente. Ali instalado, fundou uma fazenda de cacau, dedicando-se à cultura desse produto em grande escala. Ao sair dali, algum tempo depois, ofertou a ilha à rainha. Tupinambarana foi aceita e elevada à missão religiosa, em 1803, pelo capitão–mor do Pará, o Conde dos Arcos, que incumbiu sua direção ao frei José das Chagas, recebendo a denominação de Vila Nova da Rainha.

A eficiente atuação de frei José provocou um surto de progresso e desenvolvimento na localidade, mediante a organização da comarca do Alto Amazonas. Em 25 de julho de 1833, passa à freguesia, com o nome de Freguesia de Nossa Senhora do Carmo de Tupinambarana. Era ainda Tupinambarana simples freguesia quando iniciou a revolução dos Cabanos no Pará, e se alastrou por toda a província. O seu vigário, padre Torquato Antônio de Souza, teve atuação destacada durante a sedição, servindo de delegado dos legalistas no Baixo Amazonas. Tupinambarana, talvez porque estivesse bem defendida, foi poupada aos ataques dos Cabanos.

Em 24 de outubro de 1848, pela lei provincial do Pará nº 146, elevou a freguesia à categoria de vila, com a denominação de Vila Bela da Imperatriz, e constituiu o município até então ligado a Maués. Em 15 de outubro de 1852, pela lei nº 02, foi confirmada a criação do município. Em 14 de março de 1853, deu-se a instalação do município de Parintins. Em 24 de agosto de 1858 foi criada pela lei provincial a comarca, compreendendo os termos judiciários de Vila Bela da Imperatriz e Vila Nova da Conceição. Em 30 de outubro de 1880, pela lei provincial nº 499, a sede do município recebeu foros de município e passou a denominar-se Parintins. Em 1881 foi desmembrado do município de Parintins o território que constituiu o município de Vila Nova de Barreirinha.

A divisão administrativa de 1911, figurou o município com quatro distritos: Parintins, Paraná de Ramos, Jamundá e Xibuí. Em 1933, aparece no quadro da divisão administrativa com um distrito apenas – o de Parintins. Em 1 de dezembro de 1938, pelo decreto-lei estadual nº 176, é criado o distrito da Ilha das Cotias, passando assim o município a constituir-se de dois distritos: Parintins e Ilha das Cotias.

Em 24 de agosto de 1952, pela lei estadual nº 226, a comarca de Parintins perdeu os termos judiciários de Barreirinha e Urucará, que foram transformados em comarcas. Em 19 de dezembro de 1956, pela lei estadual nº 96, foi desmembrado do município de Parintins o distrito da Ilha das Cotias, que passou a constituir o município de Nhamundá. Em 10 de dezembro de 1981, pela emenda constitucional nº 12, o território de Parintins é acrescido do distrito de Mocambo.

O município possui dois distritos: Vila Amazônia e Mocambo. Limita-se ao norte com o Nhamundá; ao sul com o Barreirinha; ao leste com o estado do Pará e a oeste com Urucurituba.

Os solos do município embora na sua maioria apresenta pobreza química natural, são solos com boas características físicas, requerendo um manejo adequado.

Característica de clima tropical chuvoso, com pequeno período seco (agosto a outubro), umidade relativa do ar em torno de 71%, precipitação pluviométrica anual de 2.327mm, e insolação anual de 2.282,51. A temperatura ao longo do ano apresenta-se com uma mínima de 22,4°C, máxima de 35,5°C e média de 26,3°C.

O município, nos últimos anos, tem apresentado uma precipitação pluviométrica média com máximas de 11,40 mm em fevereiro e mínimas de 2,10 mm em setembro; insolação media mensal máxima de 8,3h em setembro e mínima de 3,9h em fevereiro e marco; umidade relativa do ar máxima de 85,3% em maio e mínima de 74,1% em outubro; evaporação máxima de 3,5mm outubro e mínima de 1,70 mm em maio; pressão atmosférica média de 1 009,8mb em julho e mínima de 1 006,7mb em novembro e incidência media de ventos com seu nível Maximo em novembro com 1,5m/s com predominância noroeste e mínima de 1,1m/s no mês de marco com predominância na direção norte.