Manaus - AM
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Capital   Manaus - AM
Área (km²) 1.570.745,680                                                            
Número de municípios                                         62
População estimada em 2010                             3.480.937

 

 
 
Barreirinha 1 - AM Barreirinha 2 - AM Barreirinha 3 - AM Barreirinha 4 - AM

Barreirinha - AM

Barreirinha - AM Amazonas - AM
População 53 746

Barreirinhas é um município brasileiro do estado do Maranhão. O município é conhecido por ser a "porta de entrada" da região turística conhecida como Lençóis Maranhenses, que consiste em uma vasta área de altas dunas de areias brancas e de lagos e lagoas, também conhecido como Deserto brasileiro.

O Distrito de Barreirinhas foi criado em 14 de junho de 1871, pela Lei Provincial n° 951, e sua emancipação ocorreu em 29 de março de 1938, através da Lei n° 45, data em que se comemora o aniversário da cidade. A principal via de acesso era através do Rio Preguiças, por barcos à vela, que passavam vários dias para chegar à capital do estado do Maranhão. Na década de 70, a cidade experimenta o primeiro surto de mudanças sociais, provocadas, principalmente, pela descoberta do potencial petrolífero e gás do bloco de Barreirinhas. Considerado um primeiro surto de crescimento acelerado da cidade com o surgimento de bairros como Canequinho, Cebola e Aeroporto. Na década de 1990 surge um novo surto de crescimento através da ampla divulgação das belezas naturais da região, a exemplo do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, Caburé, Atins e Mandacaru. Diversos empreendimentos turísticos de pequeno, médio e grande porte se instalaram na cidade. Barreirinhas, outrora pacata e acolhedora, se transforma rapidamente em pólo turístico de renome internacional. O crescimento acelerado do turismo trouxe em seu bojo novos desafios que se somam aos anteriores. Contam os mais antigos moradores que o nome de Barreirinhas, teve sua origem devido às paredes de barro (argila) que existem às margens do Rio Preguiças, às vezes ladeadas por dunas de areia e que foram denominadas, popularmente, de “barreirinhas”, termo que já era utilizado na região no fim do século XVII, bem antes da criação do município.

O Município de Barreirinhas possui uma área de 3.111 km2, com área urbana de aproximadamente, 1.097 hectares, a 253 km da Capital São Luís, situa-se na Mesorregião do Oeste Maranhense e na Microrregião da Baixada Oriental, localizado à margem direita do Rio Preguiças limita-se ao Norte pelo Oceano Atlântico, ao Sul pelos municípios de Urbano Santos, Santa Quitéria do Maranhão e São Bernardo. A Leste pelo Município de Primeira Cruz e a Oeste com Santo Amaro do Maranhão.

No setor primário, a economia local é sustentada basicamente na agricultura da mandioca, milho, arroz, feijão, à extração vegetal da carnaúba, castanha de caju, buriti, coco, lenha e carvão vegetal, artesanato, na criação de animais e na pesca, que corresponde a 38% do setor primário local. A produção do artesanato, fabricado com a fibra do buriti, faz da cidade de Barreirinhas uma das principais produtoras de artesanato em linho de buriti (principal matéria-prima) para fabricação deste. Devido à natureza de seu solo e a abundância de rios, riachos e córregos, o caju representa a segunda fonte de renda. O setor terciário cresce com o turismo através de investimentos nas várias áreas do setor e serviços correlatos.

O PIB de Barreirinhas de acordo com dados do IBGE de 2003, a preço de mercado corrente desse ano, foi de R$ 51.247.000,00. O valor adicionado na agropecuária foi de R$ 16.353.000,00, na indústria de R$ 4.096.000,00 e nos serviços de R$ 31.003.000,00.

Barreirinhas tem se destacado na produção artesanal que utiliza principalmente a fibra de buriti como matéria-prima, possuindo na área do Município abundância da palmeira do buriti (Mauritia vinifera mart). A fibra é obtida do broto do buriti (palha nova) de maneira rudimentar, passando por um processo de extração que obedece a uma periodicidade, a partir de um manejo natural desenvolvido pelos próprios artesãos, o que garante a sobrevivência da palmeira da qual foi extraída o olho.

De posse do broto do buriti inicia-se a retirada do linho com a abertura dos folíolos da folha. Com o auxílio de uma pequena faca, o artesão executa uma leve incisão na superfície do folíolo, possibilitando a retirada de uma fina película que vai sendo puxada uma a uma e depositada no chão, em punhados. O processo se repete por toda a extensão da folha até que esta fina pele seja retirada de todos os folíolos.

Em água fervente, por aproximadamente quinze minutos, o artesão realiza o cozimento da fibra extraída. Se houver necessidade de tingimento, substitui-se a água por tinta, preferencialmente a natural obtida a partir de cascas de árvores, folhas, frutos e flores da flora local.

Só então, após todas essas etapas é que o linho estará pronto para ser utilizado pelos artesãos com a aplicação de diversas técnicas de tecelagem como o macramê, crochê, batimento, carreira e entrelaçamento, dentre outras.